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Google lança Desktop 2

O maior motor de busca da Internet, Google, anunciou ontem o lançamento do Google Desktop 2, uma aplicação que funciona com o Windows da Microsoft e que os analistas vêem como um primeiro passo para um novo rival do Internet Explorer.

Paulo Moutinho 23 de Agosto de 2005 às 12:11
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O maior motor de busca da Internet, Google, anunciou ontem o lançamento do Google Desktop 2, uma aplicação que funciona com o Windows da Microsoft e que os analistas vêem como um primeiro passo para um novo rival do Internet Explorer.

O Google Desktop 2 é uma barra de ferramentas aplicada no ambiente de trabalho do Windows 2000 ou XP, que permite ao utilizador procurar e executar ficheiros no seu disco rígido, obter informação financeira, meteorológica e as principais notícias do dia.

Segundo o Google, esta ferramenta é «um assistente de Internet personalizado» que «reconhece os hábitos e os interesses do utilizador» e os reúne no ambiente de trabalho do computador.

Os analistas contactados pela TimesOnline consideram este novo produto como a primeira versão de um «Google Web Browser», um possível concorrente do Internet Explorer da Microsoft.

Os utilizadores deste novo software da Google vão ter ainda acesso ao Really Simple Syndication (RSS), uma ferramenta que utiliza a linguagem XML e que permite ao utilizador ver no seu ambiente de trabalho pequenos textos de informação dos mais variados sítios da Internet e sobre vários temas. Segundo Nikhil Bhatla, gestora do Google Desktop «a aplicação poderá ser configurada de acordo com os interesses do utilizador».

Esta ferramenta acrescenta ainda uma nova barra de ferramentas no Outlook da Microsoft, que permite o acesso a várias contas de e-mail ao mesmo tempo.

Investidores esperam oferta de mais serviços

O lançamento do Desktop 2 coincidiu com o anúncio da Google em colocar no Nasdaq mais 14 milhões de acções, um ano depois da oferta pública de acções inicial, numa operação em que a empresa deverá encaixar 4,2 mil milhões de dólares.

Desde esse momento, os analistas questionaram-se sobre a lógica desta decisão, tendo em conta que a Google tem 2,9 mil milhões de dólares no seu balanço e não pretende fazer nenhuma grande aquisição.

A empresa é líder mundial da publicidade paga na Internet, mas os investidores podem exigir que a Google demonstre que é capaz de expandir o seu sucesso para outros serviços e produtos para impulsionar o crescimento no futuro.

A oferta pública inicial das acções da Google foi de 85 dólares e pouco mais de um ano depois as acções da empresa valem 274 dólares, uma valorização de mais de 222%.

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