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Governador: Concentração de bancos além-fronteiras? “Será uma realidade a prazo”

Carlos Costa acredita que a concentração bancária transfronteiriça vai acontecer. E os alvos serão os que estão menos preparados para concorrer no mercado europeu.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 25 de Setembro de 2018 às 13:32
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O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, acredita que a concentração de bancos, não no mercado nacional, mas à escala europeia, vai acontecer. E não é no longo prazo.

"A aceleração de movimentos de concentração bancária transfronteiriça não pode ser ignorada. Será uma realidade a prazo", alertou Carlos Costa esta terça-feira, 25 de Setembro, na conferência "Banca do Futuro", organizada pelo Negócios e que se realizou em Lisboa.

Segundo Carlos Costa, este "processo de concentração será tanto mais rápido quanto menos preparados estiverem os bancos para concorrer no mercado europeu". O governador disse duas vezes esta frase.

Para o líder do supervisor da banca, essa preparação "não significa apenas escala: significa eficiência e cost-to-income [comparação de custos com proveitos]". Carlos Costa pôs-se na primeira pessoa para explicá-lo: "Só me defendo se tenho capacidade para ser ágil".

Assim, frisou o responsável do Banco de Portugal, os bancos nacionais têm de pensar quais as suas necessidades de investimentos e onde querem apostar para concorrer no referido mercado europeu e não apenas nacional.

Para Carlos Costa, "é necessário que os bancos ajam mais e reajam menos". Um trabalho que deve começar já. E "o digital não é o único grande desafio" da banca portuguesa. "O futuro só se pode pensar resolvendo o presente". Créditos malparados e activos não rentáveis e cumprimento de requisitos regulatórios são aspectos que têm de ser olhados pelos bancos, alertou o governador.
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