Empresas Governo: empresas dos territórios de baixa densidade também são capazes de singrar

Governo: empresas dos territórios de baixa densidade também são capazes de singrar

O ministro do Planeamento defendeu esta quarta-feira que as empresas dos territórios de baixa densidade também são capazes de singrar e de ombrear com iniciativas que se desenvolveram noutros territórios, apesar das dificuldades e constrangimentos a que estão sujeitas.
Governo: empresas dos territórios de baixa densidade também são capazes de singrar
Miguel Baltazar
Lusa 29 de maio de 2019 às 21:37

"Estas empresas destes territórios [de baixa densidade], pese embora as dificuldades, pese embora os constrangimentos, pese embora aquilo que têm de pior em termos do contexto [do território] e importa reconhecer isto, foram capazes de singrar e de juntas conseguirem melhor", afirmou Nelson de Souza à agência Lusa.

 

O governante, que se deslocou a Castelo Branco, para participar na sessão comemorativa dos 10 anos da InovCluster - Associação do Cluster Agroindustrial do Centro, manifestou a sua satisfação por se poder associar ao momento e à realidade que ajudou a criar há uma década.

 

Na altura da criação do Cluster Agroindustrial do Centro, Nelson de Souza era o gestor do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE).

 

"Quero deixar uma mensagem simples, não uma mensagem complexa, de felicitação, por esta oportunidade que a direção da 'InovCluster' me proporciona, de me poder associar a uma realidade que de facto ajudei a criar há cerca de 10 anos no âmbito desta política pública", frisou.

 

O ministro do Planeamento realçou que o facto de as empresas situadas em territórios de baixa densidade conseguirem singrar, "distingue ainda mais o seu esforço, mas, sobretudo, os resultados que atingiram".

 

"Ficamos sempre satisfeitos quando se prova que as políticas públicas acabam por ter iniciativas que correspondem a necessidades de desenvolvimento, a necessidades que ajudam as empresas e os territórios a crescerem, a criarem postos de trabalho, a dinamizarem exportações, sobretudo em territórios com menor densidade empresarial", sustentou.

 

O governante explicou que a 'InovCluster' foi uma iniciativa que se inseriu num conceito criado e desenvolvido na altura, designado como estratégia de eficiência coletiva.

 

"O nome [do conceito], acho que é significativo e diz tudo. O que então queríamos dizer era o seguinte: Cada um de nós, de 'per si', talvez não tivesse as forças capazes para vencer os desafios, para vencer a complexidade e a dimensão daquilo que nos era exigido. Trata-se de uma regra simples da vida. Afinal de contas, juntos somos capazes de mais" concluiu.

 

A Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (InovCluster), com sede em Castelo Branco, foi criada em 2009 e ao longo dos últimos 10 anos, desenvolveu 44 projetos nacionais e internacionais, sendo que o valor de investimento total em projetos geridos ultrapassou os 13,6 milhões de euros.

 

O objetivo principal é contribuir para o aumento da competitividade dos sistemas produtivos locais e regionais e para a afirmação da Região Centro ao nível nacional e internacional.

 

Para isso, estabelece uma plataforma de concertação, apoia as empresas em processos de inovação, transferência de conhecimento, formação, desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos, 'marketing' e internacionalização.

 

Atualmente, a associação conta com 188 associados de norte a sul do país, sendo que até maio deste ano, passaram pela 'InovCluster' um total de 257 empresas associadas.

 

O volume de negócios dessas empresas atingiu, em 2017, os 481 milhões de euros e, no mesmo ano, o volume das exportações correspondia a 79,6 milhões de euros.

 




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