Banca & Finanças Governo injecta 1.100 milhões de euros no Banif

Governo injecta 1.100 milhões de euros no Banif

A capitalização do Banif foi hoje concluída com a injecção 1.100 milhões de euros no banco.
Governo injecta 1.100 milhões de euros no Banif
Negócios 25 de janeiro de 2013 às 19:51

Foi hoje concluída a “operação de injecção de capital no Banif”, revela um comunicado do Ministério das Finanças à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

“Através do recurso à linha de recapitalização disponível ao abrigo do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, o Estado subscreveu e liquidou 400 milhões de euros em instrumentos híbridos elegíveis para fundos próprios Core Tier 1 (“ISE”) e 700 milhões de euros em acções especiais a um preço de subscrição de 1 cêntimo, ambos emitidos pelo Banif”, refere o mesmo comunicado.  

 

Esta injecção de capital permite ao Banif atingir um rácio de fundos próprios Core Tier 1 superior a 10%, conforme exigido pelo Banco de Portugal.

 

As Finanças destacam ainda que a “operação de capitalização do Banif prevê um aumento do capital de 450 milhões de euros a realizar por investidores privados. Prevê-se que este aumento do capital esteja concluído até ao final de Junho de 2013, tendo já a Rentipar Financeira e a Auto-Industrial – Investimentos e Participações os dois maiores accionistas do Banif, assumido o compromisso de subscrição no montante de 100 milhões de euros”.

 

“A injecção de fundos públicos foi aprovada na sequência do envio pelo Banco de Portugal ao Ministério das Finanças de uma proposta fundamentada de decisão favorável e da publicação do comunicado do Banco de Portugal de 16 de Janeiro de 2013, que refere que ‘tendo em conta a evolução macroeconómica, as projecções vertidas no Plano de Recapitalização apresentado pelo BANIF, os riscos de execução do Plano e as análises de sensibilidade realizadas, o Banco de Portugal concluiu que a operação de capitalização proposta é adequada e que a instituição apresenta condições de viabilidade’”.

 

“O juízo formulado pelo Banco de Portugal foi decisivo para considerar que a operação aprovada salvaguarda o interesse dos contribuintes”, sublinha o ministério liderado por Vítor Gaspar.

 

(Notícia actualizada às 19h54)




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