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Governo "não vai tomar posição" na assembleia-geral da PT

Questionada pela deputada Mariana Mortágua sobre a forma como o Fundo da Segurança Social irá votar na assembleia-geral da PT, a ministra das Finanças diz que responde como sempre: "O Governo não vai tomar posição nesta matéria". Já no Novo Banco, o Governo não manda, repete.

Miguel Baltazar/Negócios
Elisabete Miranda elisabetemiranda@negocios.pt 21 de Janeiro de 2015 às 12:48
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O Governo "não vai tomar posição" na assembleia-geral da PT que está agendada para esta quinta-feira, 22 de Janeiro. Não o fará através do Novo Banco, um dos principais accionistas da empresa, sobre o qual o Governo recusa ter qualquer tipo de influência, nem através da participação do instituto que gere o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, e que confere um direito de voto directo ao Estado.

 

Maria Luís Albuquerque está na Assembleia da República a responder a perguntas dos deputados da oposição e foi confrontada por Mariana Mortágua, do BE, com a pergunta directa: "Qual vai ser a posição do Fundo da Segurança Social [na assembleia geral da PT]?".

 

Para Mariana Mortágua, "a Portugal Telecom é demasiado importante para a economia para [o Governo] passar ao lado e fingir que ela não está lá". Como muito do capital da empresa não estará representado na assembleia-geral agendada para esta quinta-feira, a posição do Novo Banco e do Fundo de Estabilização da Segurança Social, respectivamente com 12,6% e 2,28% das acções, acabarão por ter um peso decisório maior, argumentou a bloquista.

 

Por isso, a posição do Estado será especialmente relevante. "Amanhã vai haver uma votação: vai votar sim (a uma venda ruinosa para o País) ou não (ao lado de quem defende os interesses nacionais)", questionou a deputada, para voltar a reforçar a pergunta para saber se o Governo "vai estar do lado dos grandes accionistas ou do lado dos interesses da economia portuguesa".

 

Na resposta, Maria Luís Albuquerque disse que "o entendimento do Governo sobre o interesse nacional pode ser distinto do do Bloco de Esquerda" e ambos serem igualmente legítimos. E repetiu o que sempre vem dizendo: "O que o Governo disse é que não vai tomar posição nesta matéria".

 

Sobre o Novo Banco, a resposta já tinha sido dada anteriormente ao deputado João Galamba (PS): "Trata-se de uma empresa da esfera privada, em que deverão ser os seus accionistas a definir o destino da PT". 

 

A assembleia-geral da PT SGPS está marcada para 22 de Janeiro, quinta-feira, para discutir a venda da PT Portugal à Altice, mas há várias entidades que estão a diligenciar para conseguir o seu adiamento

 

 

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