Aviação Governo vai investigar Binter após voos cancelados para Porto Santo

Governo vai investigar Binter após voos cancelados para Porto Santo

A Binter, com sede nas Canárias, é responsável pelas ligações entre o Funchal e o Porto Santo desde Junho deste ano, na sequência de um contrato de concessão estabelecido com o Governo da República.
Governo vai investigar Binter após voos cancelados para Porto Santo
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Lusa 11 de agosto de 2018 às 13:15

O Governo disse este sábado estar a averiguar alegados incumprimentos no contrato estabelecido com a companhia aérea espanhola Binter para ligações a Porto Santo, após o cancelamento de voos nos últimos dias devido a "razões de ordem meteorológica".

"Face a alguns cancelamentos de voos registados nos últimos dias, o Governo inquiriu a mencionada empresa [a Binter], tendo sido informado de que os cancelamentos se deveram a razões de ordem meteorológica", refere o gabinete do secretário de Estado das Infraestruturas em comunicado.

Segundo aquela tutela, "o Governo não deixará de assacar responsabilidades se as averiguações em curso apontarem para o incumprimento do contrato em vigor".


Por essa razão, o executivo "já informou a empresa concessionária da necessidade imperiosa de garantir a prestação de serviço contratada".


A transportadora aérea Binter, com sede nas Canárias, é responsável pelas ligações entre a Madeira (desde o Funchal) e o Porto Santo desde Junho deste ano, na sequência de um contrato de concessão estabelecido com o Governo da República.


Esta semana, entre terça-feira e sexta-feira, foram cancelados 12 voos com destino ao Porto Santo.


Entretanto, o Governo Regional e diversas forças políticas madeirenses criticaram a transportadora espanhola Binter pelos sucessivos cancelamentos de voos de ligação entre as ilhas da Madeira, exigindo uma solução por parte do executivo nacional.


Na sexta-feira, o presidente do Governo da Madeira considerou a situação do cancelamento de voos da Binter desastrosa, criticando a "postura negligente" do executivo da República, que "não acerta uma" e é "um desastre completo".


"A situação é desastrosa, porque penso que mais uma vez o Governo da República foi negligente, visto que abriu concurso [concessão da linha aérea Madeira/Porto Santo] muito tarde", disse Miguel Albuquerque à margem da abertura da Festa do Peixe Espada Preto, na cidade de Câmara de Lobos.


O governante social-democrata madeirense referiu que o ajuste direto feito à transportadora espanhola para esta linha "acabou na quarta-feira".


"Penso que a companhia sem um contrato na mão estava relutante em voar neste momento", argumentou, considerando que esta situação é "desastrosa".