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Governo alemão rejeita oferta melhorada da RHJ para controlo da Opel

O governo alemão rejeitou a oferta melhorada da RHJ, que concordava em injectar mais dinheiro e receber menos garantias estatais para controlar a Opel. A proposta da Magna International permanece a favorita, segundo disse um funcionário do governo alemão à imprensa.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 12:31
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O governo alemão rejeitou a oferta melhorada da RHJ, que concordava em injectar mais dinheiro e receber menos garantias estatais para controlar a Opel. A proposta da Magna International permanece a favorita, segundo disse um funcionário do governo alemão à imprensa.

A oferta revista para 300 milhões de euros, pelo controlo da Opel, é demasiado baixa, disse mesma fonte em condições de anonimato, porque as negociações são confidencias.

A oferta foi revista ontem pela RHJ que anteriormente oferecia 275 milhões de euros e requeria garantias de crédito do governo alemão no valor de 3,8 mil milhões de euros. O valor das garantias pedidas desceu, com a nova proposta, para 3,2 mil milhões de euros.

“A Alemanha não vai mudar de ideias acerca da RHJ só porque eles mudaram os números da proposta um bocadinho”, disse um professor da Universidade de Bochum, a cidade da Alemanha Ocidental onde a Opel emprega cerca de 5.300 pessoas.

A chanceler Angela Merkel “tem desconfianças pessoais acerca de um investidor financeiro como RHJ, independentemente de eles incluírem um sócio industrial ou não. Ela expressou a sua preferência pela proposta da Magna de forma cristalina”, concluiu o professor.

O governo liderado por Angela Merkel, que forneceu 1,5 mil milhões de euros em empréstimos de curto prazo para evitar a falência da Opel, tem pressionado a General Motors a aceitar uma proposta concorrente liderada pela canadiana Magna, um fornecedor de peças para automóveis.


A Opel emprega na Europa cerca de 54 mil trabalhadores, sendo que 25 mil se encontram sedeados na Alemanha. Com este empréstimo, cujo o valor será repartido com outros países europeus, a governo de Ângela Merkel pretende manter os postos de trabalho.

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