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Governo anuncia 90% de portagens nas novas vias do litoral, 25% no interior

O Governo anunciou hoje no Parlamento que haverá portagens em 90 por cento das novas vias do litoral e em 25 por cento das novas vias que passarão no interior, num total de cerca de mil quilómetros.

Negócios com Lusa 14 de Dezembro de 2007 às 15:11
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O Governo anunciou hoje no Parlamento que haverá portagens em 90 por cento das novas vias do litoral e em 25 por cento das novas vias que passarão no interior, num total de cerca de mil quilómetros.

Desses cerca de mil quilómetros de novas vias, 848 quilómetros passarão no interior, sobrando 110 quilómetros de vias localizadas exclusivamente no litoral.

Os números foram referidos pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, durante a apreciação parlamentar da reestruturação da Estradas de Portugal.

O secretário de Estado respondia ao BE, que acusou o Governo de basear o futuro financiamento da rede rodoviária nacional na generalização das portagens.

"Dos mil quilómetros de novas estradas lançados pelo Governo, 848 quilómetros estarão localizados no interior ou vão ligar o interior ao litoral. Desses, apenas 25 por cento serão portajados", declarou.

"Quanto aos 110 quilómetros do litoral, 90 por cento serão portajados", acrescentou Paulo Campos.

Destes dados resulta que em 958 quilómetros de novas vias haverá portagens em 311 quilómetros, cerca de um terço do total.

Quanto à situação financeira da empresa Estradas de Portugal, o secretário de Estado das Obras Públicas voltou a afirmar que "em 2007 terá um resultado líquido positivo" e que "em 2008 esse resultado ainda será maior".

Em resposta ao PSD, Paulo Campos adiantou que o endividamento da Estradas de Portugal este ano será inferior a 425 milhões de euros.

"A empresa vai endividar-se muito menos do que o PSD propunha no Orçamento do Estado para 2005: 850 milhões de euros. Menos de metade será o endividamento da Estradas de Portugal em 2007", disse.

Sobre a eventual privatização da empresa, referida no preâmbulo do decreto-lei que transformou em S.A. a Estradas de Portugal, PS e Governo reiteraram a oposição a essa opção e insistiram em saber a posição dos restantes partidos.

"A opção política deste Governo é que a empresa seja uma sociedade de capitais exclusivamente públicos. Os senhores se tiverem outra opção terão capacidade de a implementar. É isso que quer dizer o preâmbulo", afirmou Paulo Campos.

"Só este Governo é que comunicou as suas intenções até agora", assinalou o secretário de Estado.

Por sua vez, o deputado socialista Hugo Nunes declarou que "a Estradas de Portugal será de capitais exclusivamente públicos enquanto o povo português assim o quiser, confiando no PS".

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