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Governo garante que está a acompanhar as situações na Autoeuropa e na Cimpor

Por diferentes razões, o Executivo acompanha o novo investimento na fábrica da Volkswagen e a suspensão temporária de contratos de trabalho na fábrica de cimento em Loulé.

Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 13 de Julho de 2016 às 13:41
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O Governo diz que está a acompanhar de perto a situação nas unidades industriais da Volkswagen em Palmela e da Cimpor em Loulé. A garantia foi deixada pelo ministro da Economia no Parlamento esta quarta-feira, 13 de Julho.

 

Na Autoeuropa, os 1600 trabalhadores do Parque Industrial, os fornecedores da Autoeuropa, receiam que hajam despedimentos nos próximos meses, pois a fábrica da Volkswagen vai proceder à redução da produção a partir de Setembro, de 460 para 315 unidades, sublinhou o deputado do PCP, Bruno Dias, na comissão parlamentar de Economia.

 

Em resposta, Manuel Caldeira Cabral assegurou que o Executivo está a acompanhar a situação e que não existem postos de trabalho em risco.

 

"Há uma boa notícia, vêm novos modelos, vai haver a expansão da produção e do emprego directo dos fornecedores. Não há perda de empresas ou de empregos. É nesse sentido que estamos a trabalhar", disse o ministro da Economia.

 

Caldeira Cabral reconheceu que possa haver "alguma insegurança", por a Autoeuropa ainda não ter anunciado o novo modelo, previsto para o próximo ano.

 

Já em relação à Cimpor, a fábrica de Loulé vai suspender temporariamente os contratos de parte dos trabalhadores deste centro de produção. A quebra das vendas em 50% nos últimos cinco anos foi a justificação apresentada pela Cimpor, que garante que pretende manter os empregos.

 

"O processo de "layoff", que antecede o encerramento das empresas, não corresponde aos interesses da região algarvia e do país", apontou o deputado do PCP, Bruno Dias, que considerou que a privatização da companhia e a mudança dos centros de decisão estratégica para o Brasil contribuíram para este processo, colocando assim em risco 200 postos de trabalho directos e indirectos.

 

Da parte do Governo, Manuel Caldeira Cabral garantiu que a "Cimpor está a ser analisada, é uma empresa importante".

 

"O processo de privatização conduziu à mudança dos centros de decisão, e teve um impacto maior do se esperava. É uma empresa grande e importante, temos de ter bastante atenção", afirmou o ministro.

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