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Governo pondera ficar apenas com um representante na administração do BCP

Bernardo Sottomayor saiu da administração do BCP por decisão individual. Fica José Rodrigues Jesus a representar o Estado. O Ministério das Finanças ainda está a ponderar o que vai fazer. O BCP deve 750 milhões.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 18:49
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O assunto está em ponderação". Esta é a única resposta do Ministério das Finanças ao Negócios sobre perguntas relativas à saída de um dos dois representantes do Estado da administração do Banco Comercial Português.

 

A pedido de Bernardo Sottomayor, o ministro das Finanças, Mário Centeno, exonerou-o do conselho de administração do BCP, para onde tinha sido nomeado em 2012. Foi nessa altura que, juntamente com José Rodrigues Jesus, foi nomeado para fiscalizar a injecção de 3.000 milhões de euros estatais então concretizada. 

 

Agora, mais de três anos depois, Bernardo Sottomayor saiu do cargo. E o Governo ainda não decidiu se o vai substituir ou se José Rodrigues Jesus vai, sozinho, ocupar este cargo, de nomeação do Estado, para o período de vigência do investimento público.


Neste momento, o BCP tem por devolver 700 milhões de euros em CoCos, pois já reembolsou a restante ajuda estatal. Ou seja, a menor dimensão poderá levar a que fique apenas um administrador em representação estatal. Pelo contrário, a haver substituto, também ainda não há nome, segundo a indicação do Ministério das Finanças.

 

A representação do Estado em bancos alvo de injecção estatal é um dos temas que tem sido questionado pelos partidos que, actualmente, suportam o Governo mas que, até Novembro, estavam na oposição ao Executivo de Passos Coelho, por conta da comissão de inquérito ao Banif - que, apesar de ter administradores não executivos (como no BCP), a intervenção estatal, com mobilização de 2.255 milhões de euros em Dezembro passado, não foi evitada.

 

Ontem, quando questionado pelo Negócios, o banco liderado por Nuno Amado remeteu para o Governo qualquer comentário sobre a saída do administrador já que é o Ministério das Finanças o responsável pela nomeação dos seus representantes. 

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