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Granadeiro admite brecha na administração da PT a favor da Telefónica

Henrique Granadeiro, presidente não executivo da PT, admitiu hoje na assembleia-geral que terá havido contactos da Telefónica com alguns accionistas e mesmo com alguns administradores do conselho não mandatados para negociar com a Telefónica.

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Henrique Granadeiro, presidente não executivo da PT, admitiu hoje na assembleia-geral que terá havido contactos da Telefónica com alguns accionistas e mesmo com alguns administradores do conselho não mandatados para negociar com a Telefónica.

"Apesar desta disponibilidade manifestada pelo conselho, não se realizou qualquer reunião, apesar de a Telefónica, no período decorrido até hoje ter procurado e mantido contactos directos e indirectos com alguns accionistas e até administradores do conselho de administração que não os mandatados pelo conselho".

Henrique Granadeiro explicou aos accionistas que por a oferta ter sido revista 23 horas antes da assembleia, o conselho não se pode pronunciar sobre a mesma.

Na sua intervenção, Henrique Granadeiro explicou a razão de ter sido convocado uma assembleia-geral, devido "à reconhecida reputação de respeito pelos deveres fiduciários para com os seus accionistas". A PT decidiu pôr nas mãos dos accionistas a decisão porque "uma eventual aceitação da oferta provocaria uma alteração estrutural do projecto que tinha sido confiado ao conselho e oportunamente desenvolvido no plano estratégico para o quadriénio em curso".

O "chairman" já não falou do valor, mas salientou que os accionistas tinham de decidir entre a "continuidade do projecto que resultou da OPA da Sonaecom e que configurou a PT como um projecto industrial com projecção internacional, com escala e capacidade de crescimento assentes na capacidade de investigação e de inovação" ou "a opção de cristalizar o valor de um activo que é a Vivo, que teve uma valorização exponencial após a reestruturação operada sob a orientação e a intervenção deste conselho".

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