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Grandes auditoras americanas tentam evitar colapso da rival KPMG

As três maiores firmas de auditoria dos Estados Unidos – Deloitte & Touche, Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers – implementaram uma política temporária de não «roubar» clientes e empregados à KPMG, uma medida que visa impedir o colapso da auditora, que

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 23 de Agosto de 2005 às 11:45
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As três maiores firmas de auditoria dos Estados Unidos – Deloitte & Touche, Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers – implementaram uma política temporária de não «roubar» clientes e empregados à KPMG, uma medida que visa impedir o colapso da auditora, que está a ser investigada pelas entidades judiciais americanas.

Segundo noticiou a Bloomberg, esta medida é temporária e visa sobretudo ajudar a que a KPMG não perca negócio e, em sequência, declare falência. A companhia está a ser investigada pelas autoridades americanas, por, alegadamente, ter alienado soluções de fuga ao fisco aos seus clientes.

A Deloitte, a Ernst e a PWC ordenaram aos seus «partners» que não tentem «roubar» clientes e empregados da rival KPMG. As três firmas receiam que um eventual colapso da KPMG venha a ter um impacto significativo no sector, bem como na classe profissional dos auditores, já afectada pelos escândalos relacionados com a falência da Enron, Worldcom e Parmalat.

Em 2002, o envolvimento da Arthur Andersen na falência da Enron originou o fim da companhia, que fazia parte do grupo das cinco maiores auditoras americanas (as «big five»). Nessa altura milhares de empresas tiveram que mudar de auditora e 85 mil empregados ficaram sem emprego. As outras quatro absorveram grande parte das empresas e empregados, mas estavam mal preparadas para tal procedimento.

Segundo a Bloomberg, esta medida temporária foi decidida separadamente pelas três firmas, o que poderá levantar questões de concorrência.

A KPMG tem cerca de 1.600 «partners» e faz auditoria a mais de mil empresas. A firma está em negociações com os procuradores de Nova Iorque, de modo a evitar uma acusação criminal, relacionada com o facto de alegadamente a empresa ter ajudado os seus clientes a fugirem ao fisco.

Para chegar a um acordo que a livre de ser acusada, a KPMG poderá pagar cerca de 500 milhões de dólares.

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