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Greve Geral: Sindicatos saúdam adesão em Espanha, Governo fala de "normalidade"

As centrais sindicais espanholas destacaram hoje a elevada adesão que a greve geral está a ter em Espanha nas primeiras horas da manhã, sobretudo em sectores como a indústria, os transportes e a distribuição.

Lusa 14 de Novembro de 2012 às 09:46
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O Governo, por seu lado, informou que a greve geral está a decorrer com normalidade, com os serviços mínimos a serem cumpridos e sem que haja "grandes alterações" nos principais centros do país.

Cristina Díaz, directora geral da polícia, confirmou também que nas primeiras horas se registaram quase 40 detenções em vários pontos de Espanha, com destaque para Madrid e Valência, de pelo menos 18 pessoas feridas, entre as quais quatro agentes policiais.

Ainda assim, Cristina Díaz refere tratarem-se de incidentes isolados, referindo que "a greve está a decorrer sem alterações da ordem pública relevantes.

As zonas de maior tensão viveram-se em pontos como a estação de Atocha e nos grandes centros de distribuição das principais cidades, onde os piquetes conseguiram, durante várias horas, impedir a passagem de camiões.

Apesar disso, Díaz explicou que os mercados estão agora a registar uma actividade "muito próximo a jornadas normais".

O mercado de Sevilha tem a sua actividade parada e os de Valência, Granada e Saragoça estão a meio gás, devido às paralisações.

A responsável policial explicou que o seguimento está a ser "baixo" no sector de transportes, nomeadamente o ferroviário.

Já na indústria foram pontualmente encerradas algumas das principais unidades do sector automóvel na Catalunha, Castela e Leão e Aragão.

Citado pela imprensa espanhola, o presidente da Confederação de Vendedores de Imprensa de Espanha (COVEPRES), Juan Vicioso, disse que a maioria dos quiosques abriu à primeira hora da manhã.

Ainda assim, sublinhou, a distribuição dos jornais caiu mais de 50 por cento e algumas empresas contrataram substitutos para a distribuição que, por desconhecerem os percursos estão a chegar com bastante atraso.

Entretanto o presidente da patronal espanhola (CEOE), Juan Rosell, advertiu hoje que a greve "política" de hoje é um "torpedo à recuperação", criticando os piquetes informativos que os sindicatos instalam em vários pontos de trabalho.

Considerando que as primeiras horas de greve demonstram que as consequências da greve não estão a ser muito elevadas, Rosell disse à rádio Cope que a paralisação de hoje pode ter ainda menor impacto que a greve geral anterior, a 20 de março.

Entretanto, e segundo dados da Rede Eléctrica de Espanha (REE) a procura de energia eléctrica era ao início da manhã de hoje de 25.172 megawatts, uma queda de 15,5 por cento face ao consumo de quarta-feira passada, à mesma hora.

Os sindicatos destacam que essa queda de consumo demonstra o impacto da greve, especialmente no setor industrial, onde a ausência dos trabalhadores levou à interrupção da produção em várias unidades fabris.

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