Transportes Greve na TST com cerca de 15% de adesão, diz empresa

Greve na TST com cerca de 15% de adesão, diz empresa

Os trabalhadores da transportadora, por seu turno, consideram "prematuro" lançar dados de adesão e remetem mais informações para o final do plenário.
Greve na TST com cerca de 15% de adesão, diz empresa
Correio da Manhã
Lusa 15 de março de 2016 às 09:13
A adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) era às 08:00 de cerca de 15%, adiantou  à agência Lusa uma fonte daquela empresa de transportes.

Os trabalhadores da TST vão realizar hoje uma greve de 24 horas (entre as 03:00 de hoje e as 03:00 de quarta-feira) e um plenário para discutir a situação da empresa, que dizem estar a causar o seu empobrecimento.

Contactada pela agência Lusa, uma fonte da empresa disse que às 08:00 de hoje a adesão à greve era de cerca de 15%.

Por seu lado, João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), remeteu para mais tarde dados concretos sobre a adesão à paralisação.

"É um pouco prematuro lançarmos alguns dados de adesão. Por isso, remeto mais informações para o final do plenário, para termos uma ideia mais concreta da situação. É preferível do que estar a lançar números", disse.

De acordo com João Saúde, o importante é que os trabalhadores adiram ao plenário para discutir a situação na empresa.

"O que interessa é que os trabalhadores adiram ao plenário. Não é a greve que está em causa. Isto é uma paralisação que foi convocada para que possam estar presentes no plenário e discutir os problemas", salientou.

João Saúde disse que os trabalhadores vão realizar um plenário hoje de manhã no Laranjeiro, em Almada.

A rodoviária Transportes Sul do Tejo desenvolve a sua actividade na península de Setúbal e serve os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, incluindo ligações a Lisboa.

O sindicalista referiu que a empresa decidiu encerrar o processo de negociação colectiva, com uma actualização salarial de 1%, e explicou que os trabalhadores "estão a seguir a passos largos rumo ao salário mínimo".

"Foram três reuniões e não houve negociação nenhuma, avançaram com um ato de gestão de 1%. Os trabalhadores dos TST trabalham todos os dias e estão a empobrecer", explicou.

João Saúde espera que o plenário seja muito participado e reconheceu que isso provocará "fortes perturbações na circulação".

Segundo a mesma fonte, a empresa tem vindo a perder clientes, consecutivamente, nos últimos cinco anos, apresentando no último ano um resultado líquido negativo.



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