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Há menos espaço para "short-selling" nos bancos portugueses do que nos espanhóis

Os títulos nacionais do sector financeiro apresentam menos espaço para uma estratégia de venda a descoberto do que os pares espanhóis devido à menor liquidez da praça nacional e ao menor número de acções disponíveis para emprestar, consideram os analistas do Espírito Santo Research (ESR).

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 10 de Março de 2009 às 10:20
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Os títulos nacionais do sector financeiro apresentam menos espaço para uma estratégia de venda a descoberto do que os pares espanhóis, devido à menor liquidez da praça nacional e ao menor número de acções disponíveis para emprestar, consideram os analistas do Espírito Santo Research (ESR).

Ontem, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Comercial Português (BCP) anunciou que a gestora de fundos Egerton, um dos três investidores que estão a apostar na queda das acções do banco, alienou a descoberto mais de 3 milhões de acções a 5 de Março, dia em que os títulos afundaram mais de 7% para um novo mínimo histórico.

Após mais esta operação de “short selling”, a Egerton passou a controlar uma posição a descoberto de 25.985.260 acções, correspondente a 0,5535% do capital social da instituição liderada por Carlos Santos Ferreira. Também a Amber Capital e a TT International têm posições “short” no BCP.

De acordo com os cálculos do Negócios, efectuados a 5 de Março, estes três investidores estavam a lucrar cerca de 30% com a aposta na queda dos títulos, o equivalente a mais de 6 milhões de euros.

Numa altura em que os fundos se encontram a vender a descoberto acções do BCP, o banco reforça a sua carteira de acções próprias, sendo que desde o 20 de Fevereiro já comprou mais de 33 milhões de acções próprias.

A opinião apresentada pelos analistas do ESR, “relativamente às posições curtas dos ‘hedge funds’” é “potencialmente negativa, se começamos a ver uma estratégia ‘short’ nos bancos portugueses como a que estamos a assistir nos bancos espanhóis”.

“No entanto, acreditamos que há menos espaço para conduzir uma estratégia de ‘short’ nos bancos portugueses devido à menor liquidez e ao menor número de acções disponíveis para emprestar”, concluem estes analistas.

Os analistas Tiago Bossa Dionísio e Jaime Escribano apresentam uma recomendação de “neutral” para o BCP e um preço-alvo de 0,70 euros.

As acções do maior banco privado nacional seguiam a avançar 1,56% para os 0,585 euros, tendo já chegado a valorizar 1,74%. O BCP coloca, assim, termo a uma série de sete sessões consecutivas de quedas, um período em que desvalorizou perto de 11%. Desde o início do ano, o título já cede mais de 28%.




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