Banca & Finanças Haitong conclui venda das subsidiárias de Londres e Nova Iorque por 23,8 milhões de euros

Haitong conclui venda das subsidiárias de Londres e Nova Iorque por 23,8 milhões de euros

O antigo BES Investimento teve uma mais-valia de 13,2 milhões de euros, um valor inferior aos 15,8 milhões estimados em Janeiro.
Haitong conclui venda das subsidiárias de Londres e Nova Iorque por 23,8 milhões de euros
Pedro Catarino

O Haitong Bank concluiu esta sexta-feira, 23 de Fevereiro, a alienação das subsidiárias de Londres e Nova Iorque, por um total de 29,3 milhões de dólares (cerca de 23,8 milhões de euros, ao câmbio actual), abaixo dos 25 milhões de euros que esperava arrecadar.

A informação foi avançada pelo antigo BES Investimento num comunicado emitido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"No seguimento do comunicado efectuado ao mercado em 15 de Dezembro de 2017, aditado em 22 de Dezembro de 2017 e 10 de Janeiro de 2018, o Haitong Bank confirma a concretização, na presente data, da alienação da totalidade do capital social da Haitong Securities USA LLC, Haitong (UK) Limited e da Haitong Securities (UK) Limited à Haitong International (BVI) Limited", informa o comunicado.

O Haitong Bank registou, com a operação, uma mais-valia de 13,2 milhões de euros, um valor inferior aos 15,8 milhões estimados no comunicado emitido a 10 de Janeiro.  

"O valor de alienação da Haitong Securities USA LLC. foi de USD16.778.468,03 (considerando o câmbio de 23 de Fevereiro, corresponde a aproximadamente €13.642.140,04), com uma mais-valia contabilística no valor de €10.329.856,69. O valor de alienação da Haitong UK Limited e da Haitong Securities (UK) Limited foi de USD12.536.132,19 (considerando o câmbio de 23 de Fevereiro, corresponde a aproximadamente €10.192.806,07), com uma mais-valia contabilística no montante de €2.901.613,80", indica a comunicação do Haitong Bank.

 

Desde que integrou o grupo chinês Haitong, por intermédio da venda pelo antigo accionista Novo Banco, o banco tem estado em reestruturação, deixando de se focar em vários negócios e centrando-se na China, Península Ibérica, Polónia, Brasil e mercados emergentes. Os prejuízos têm sido frequentes e só no segundo semestre deste ano é que o banco nacional antecipa atingir o "break-even operacional", ou seja, saindo dos prejuízos.

 

Este ano, o banco foi alvo de um aumento de capital de 419 milhões de euros, disperso por diversas tranches ao longo do ano, a que foi obrigado por parte do Banco de Portugal.