Imobiliário Hasta pública para alienação da antiga Confiança em Braga ficou deserta

Hasta pública para alienação da antiga Confiança em Braga ficou deserta

A hasta pública da antiga Confiança, em Braga, "ficou deserta", pelo que a hipótese de ceder o edifício ao Ministério do Ensino Superior através de Universidade do Minho ganha agora "novo fôlego", disse esta quarta-feira o presidente da câmara.
Hasta pública para alienação da antiga Confiança em Braga ficou deserta
Correio da Manhã
Lusa 11 de março de 2020 às 12:12
Em declarações à Lusa, o autarca de Braga, Ricardo Rio, (PSD/CDS-PP/PPM) explicou que, "uma vez que não houve interessados [as propostas tinham que ser enviadas por carta até à noite de terça-feira], a hasta pública ficou deserta".

Esta foi a quarta tentativa de vender a antiga saboaria em hasta pública, tendo sido as duas primeiras travadas por providências cautelares e na terceira, a 14 de fevereiro, depois do Tribunal Administrativo ter dado razão à autarquia em ambas ações, não apareceram interessados.

No início do atual mandato, Ricardo Rio decidiu pela alienação do complexo "por falta de fundos comunitários e próprios" para a reabilitação do edifício.

"Perante este cenário, voltamos a pôr na mesa a hipótese já avançada aquando da anterior hasta pública. A hipótese que ganha novo fôlego é ceder ao Ministério do Ensino Superior, através da Universidade do Minho [UMinho], o complexo da Confiança para que seja ali construída uma residência universitária pública", disse.

A venda da antiga saboaria Confiança foi uma das decisões do atual executivo bracarense que mais celeuma provocou no concelho, tendo sido mesmo criada a Plataforma Salvar a Confiança, que reúne instituições culturais e associações que se manifestaram contra a alienação "do último reduto do património industrial da cidade".

A Confiança foi comprada pela autarquia em 2011, quando era ainda liderada pelo socialista Mesquita Machado, mas acabou por nunca ter havido qualquer intervenção ou aproveitamento, apesar de ter sido realizado um concurso de ideias para a ocupação do edifício.

Do lado da UMinho, o reitor afirmou "francamente interessante" a instituição poder transformar a antiga Fábrica Confiança numa residência universitária pública.

Rui Vieira de Castro lembrou que "a capacidade de resposta de alojamento estudantil está claramente aquém daquilo que são as necessidades da comunidade universitária", pelo que aquela possibilidade seria do "interesse" da UMinho.




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