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Holanda e Finlândia juntam-se à Alemanha para impor perdas aos credores em resgates a bancos

A Alemanha, a Holanda e a Finlândia querem acelerar os planos da União Europeia para que, no futuro, os obrigacionistas dos bancos sofram perdas no caso de ser necessário intervir, com dinheiros públicos, numa instituição financeira para evitar a sua falência.

Taxa Tobin só avança com adesão de todos os países da UE
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 14:29
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Os três países da Zona Euro com “rating” AAA juntaram esforços na semana passada para pedir aos reguladores que instituam em 2015, e não em 2018 como inicialmente previsto, o “bail-in”. Ou seja, a imposição de perdas aos obrigacionistas (mesmo os detentores de dívida sénior) em caso de problemas num banco.

 

A informação está a ser avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas do processo que preferiram o anonimato.

 

O “bail-in” distingue-se do “bail-out” que se verificou, por exemplo, na Irlanda, onde todos os obrigacionistas, mesmo os detentores de dívida subordinada, ficaram imunes a quaisquer perdas, sendo ressarcidos na totalidade. Com o Estado a garantir a totalidade das responsabilidades, cresceu o endividamento do país, que acabou por ter de pedir assistência externa em Novembro de 2010.

 

Alemanha, Finlândia e Holanda querem agora  impor um grau de perdas aos obrigacionistas, para que, em caso de intervenção num banco, se reduza o peso das responsabilidades para os contribuintes e para os mecanismos europeus de emergência (que têm, no fim da linha, os contribuintes europeus).

 

O pedido foi feito durante reuniões técnicas no final de Janeiro, diz a Bloomberg, na mesma semana em que o governo holandês protegeu os detentores de dívida sénior na nacionalização do SNS Reaal NV. Uma decisão justificada pelo ministro das Finanças com a intenção de evitar um aumento da turbulência e dos custos de financiamento para os outros bancos holandeses.

 

A Comissão Europeia planeia alterar o mecanismo de resgate para que a injecção de capital aconteça só depois de se recorrer ao capital próprio do banco e a dívida subordinada. Só depois se poderão utilizar dinheiros públicos para estabilizar o banco.

 

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