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Holcim diz lucros caem 40% em 2002 com provisões; não quer vender Cimpor

Os lucros da Holcim terão caído 40% em 2002 devido à constituição de uma provisão de 82 milhões de euros devido a processos judiciais. Apesar das dificuldades financeiras, a cimenteira rejeita qualquer intenção de alienar acções da Cimpor.

Bárbara Leite 17 de Fevereiro de 2003 às 19:04
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Os lucros da Holcim terão caído 40% em 2002 para os 396 milhões de euros, devido à constituição de uma provisão de 82 milhões de euros devido a processos judiciais. Apesar das dificuldades financeiras, a cimenteira rejeita qualquer intenção de alienar acções da Cimpor.

Os resultados líquidos da cimenteira suíça que controla 5% da Cimpor caíram 8,3% em 2001 devido ao abrandamento da procura e subida dos custos com a modernização de fábricas. Os lucros atingiram, em 2001, os 555 milhões de euros.

A Holcim decidiu realizar provisões, em 2002, de 120 milhões de francos suíços (81,55 milhões de euros) em resultado de um processo pendente em tribunal interposto Autoridade da Concorrência alemã, contra 30 produtoras de cimentos, nas quais estão incluídas duas cimenteiras na Alemanha da accionista da Cimpor.

«Em resultado disto e tomando em conta as condições económicas difíceis, os lucros do grupo vão cair cerca de 40% face ao números de 2001», refere a cimenteira em comunicado emitido esta tarde.

Em Novembro do ano passado, a Holcim anunciou que esperava que os resultados operacionais de 2002 ficassem em linha com os registados em 2001. O resultado operacional da Holcim deverá situar-se, no conjunto de 2002, nos 1,98 mil milhões de francos suíços (1,32 mil milhões de euros), avança a empresa.

A queda dos lucros da Holcim é também explicada pela «desvalorização de taxas de câmbio do franco suíço face ao euro».

Contactada pelo Negocios.pt, fonte oficial da Holcim descartou qualquer intenção de alienar os seus actuais 5% no capital da Cimpor, situação que poderia ser equacionada face à actual depressão dos resultados. A venda de activos não estratégicos é utilizada pelas empresas para recuperarem as contas das actividades.

«Os nossos resultados não são assim tão desesperadamente maus para termos intenção em vendemos as acções na Cimpor», acrescentou a mesma fonte.

A alienação da posição na Cimpor «não é um assunto que esteja a ser discutido neste momento», destacou a mesma fonte.

No ano passado, a Holcim reduziu a sua posição de 10% para metade no capital da Cimpor, por considerar que aquela participação tinha deixado de ser estratégica para o grupo suíço.

O grupo lutou pelo controlo da cimenteira nacional liderada por Pedro Teixeira Duarte, tendo mesmo lançado uma oferta pública de aquisição (OPA), em conjunto com a Semapa, que atingiu os 23,50 euros por acção.

Depois da tomada de posse do novo conselho de administração liderada pela Teixeira Duarte, a Holcim, que mantinha processos judiciais contra aquela gestão, desistiu dos mesmos, reduzindo para 5% os direitos na Cimpor, considerando que a venda das acções permitiria ao grupo investir no seu «core business».

As acções da Cimpor encerraram nos 16,11 euros a subir 0,06%.

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