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Holderbank Portugal vai recorrer da sentença do tribunal no caso Cimpor (act.)

A Holderbank vai recorrer da sentença proferida pelo Tribunal do Comércio de Lisboa que levantou a providência cautelar para suspender as deliberações da última assembleia geral que nomeou a nova administração da Cimpor.

Bárbara Leite 13 de Novembro de 2001 às 19:43
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(actualiza com mais informação)

A Holderbank Portugal vai recorrer da sentença proferida pelo Tribunal do Comércio de Lisboa (TCL) que levantou a providência cautelar para suspender as deliberações da última assembleia geral (AG) que nomeou a nova administração da Cimpor.

Em comunicado, a cimenteira suíça explica a decisão de extinção do processo resulta por as referidas deliberações «se encontrarem já executadas».

De acordo com a Holderbank Portugal, que controla cerca de 10% do capital da Cimpor, «esta decisão, tomada sem audiência» é «contrária a jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça», pelo que «irá ser objecto do competente recurso», acrescenta a cimenteira suíça.

A Holderbank Portugal interpôs, entretanto, uma acção principal para anular as deliberações da referida AG da Cimpor.

Nessa AG, foram eleitos os membros do conselho de administração da Cimpor cujos nomes integravam a única lista posta a votação.

A Teixeira Duarte propôs esta lista que integrava membros próximos dos accionistas Banco Comercial Português (BCP) e da cimenteira suíça Lafarge.

Este facto levou a Holderbank e a Secil, também accionista da Cimpor a recorrerem à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) exigindo o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Cimpor pelos referidos accionistas em causa, mas que foi recusada pelo regulador.

A Holderbank Portugal e a Secil como accionistas minoritários nomearam José Honório para membro da administração da Cimpor que não foi eleito para a comissão executiva da cimenteira nacional.

Segundo o comunicado veiculado hoje pela Holderbank Portugal, a administração da Cimpor tem recusado «ao administrador eleito pelos accionistas minoritários qualquer possibilidade real de intervenção na vida da sociedade (Cimpor)».

A cimenteira suíça, representada em Portugal pelo advogado Frutuoso de Melo, reitera que «continuará a fazer valer os seus legítimos interesses em todas as instâncias competentes».

Cimpor pode tomar decisões estratégicas

Com o levantamento da suspensão, a Cimpor pode agora tomar decisões estratégicas que têm estado suspensas desde que se iniciou a corrida pelo controlo da cimenteira nacional.

A actividade da nova administração ficou, entretanto suspensa, com a interposição da providência cautelar pela Holderbank Portugal em Agosto deste ano.

As acções da Cimpor [CIMP] encerraram nos 19,59 euros (3.927 escudos) a subir 0,46%.

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