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Horta e Costa diz que Governo não interferiu nas alterações do «Diário de Notícias»

O presidente da PT afirmou hoje que o Governo não interferiu nem acompanhou o processo de alteração da direcção do Diário de Notícias, que hoje ficou concluído com a nomeação de Miguel Coutinho para director do jornal, noticiou a Lusa.

Negócios negocios@negocios.pt 02 de Novembro de 2004 às 15:24
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O presidente da PT afirmou hoje que o Governo não interferiu nem acompanhou o processo de alteração da direcção do Diário de Notícias, que hoje ficou concluído com a nomeação de Miguel Coutinho para director do jornal, noticiou a Lusa.

«Acompanhou eventualmente à distância, pelos jornais, admito que sim», declarou Miguel Horta e Costa aos jornalistas, após uma audição à porta fechada na Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), depois de questionado sobre o eventual acompanhamento pelo Governo das mudanças no Diário de Notícias (DN).

«Não tinha que acompanhar. O DN é propriedade da Lusomundo Media, de que eu sou o presidente do conselho de administração», disse ainda Miguel Horta e Costa, que foi ouvido na AACS a propósito das recentes mudanças naquele jornal - que chegaram a ser noticiadas por fontes governamentais - e da posição da PT no mercado de comunicação social.

Em declarações aos jornalistas após a audição na AACS, Horta e Costa anunciou que Miguel Coutinho e Raul Vaz serão os novos director e director-adjunto do DN - cargos que desempenhavam no Diário Económico - em substituição de Fernando Lima e Francisco Azevedo e Silva, que se demitiram na semana passada.

Ainda sobre as decisões respeitantes ao DN - que passaram por um convite para a direcção à jornalista Clara Ferreira Alves, entretanto recusado, e levaram à demissão de Fernando Lima e à indicação de um director interino até a nova direcção assumir funções -, o presidente da PT disse «não ter gostado da forma como todo esse processo apareceu na comunicação social».

«A anterior direcção fez também um trabalho louvável. Houve um caminho percorrido que foi muito interessante, mas o DN está a viver um momento diferente talvez dos outros órgãos de comunicação social da Lusomundo Media, que estão em situação mais confortável", sublinhou Miguel Horta e Costa.

«Era altura de, de alguma forma, reestruturar e abrir uma nova fase na vida daquele que todos queremos ver num outro plano, cada vez com mais prestígio, com a posição cimeira que lhe cabe na vida nacional», justificou.

Quanto à saída de Henrique Granadeiro do conselho de administração da Lusomundo Media para dar lugar a Luís Delgado, o presidente da PT lembrou que esta mudança aconteceu «para clarificar uma situação que tinha de ser resolvida: o facto de (Granadeiro) acumular o lugar de administrador da holding da PT com o de presidente de uma das suas subsidiárias».

«O nosso critério para as alterações não é levantarem mais ou menos polémica», salientou Miguel Horta e Costa.

Sobre o chamado «caso Marcelo», o presidente da PT recordou que o grupo tem «parcerias com todos os grupos» em Portugal, nomeadamente «com o grupo Media Capital, nos dois canais que estão prestes a ser lançados» no cabo, mas recusou quaisquer ligações entre essa situação e a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da estação.

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