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“Hubs” europeus, EUA e Brasil são “mínimos” da TAP no Porto

Os empresários dos ramos da hotelaria, restauração e turismo já definiram a “resposta mínima” que a TAP tem “o dever estratégico de assegurar” a partir do Aeroporto Sá Carneiro nesta fase de retoma dos voos.

Miguel Baltazar/Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 26 de Junho de 2020 às 12:37
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A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) acaba de apresentar à TAP uma proposta que define aquilo que entende como os "serviços mínimos" que a companhia aérea deve ser capaz de assegurar a curto prazo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que serve a região Norte do país.

Além da retoma dos voos de longo curso para os Estados Unidos da América e para o Brasil, assim que forem autorizados pelas autoridades, na lista dos empresários estão as ligações a Londres, Amesterdão, Madrid, Barcelona, Paris e Frankfurt, que garantem fluxos diretos de turistas dessas origens mas também o acesso aos destinos e às outras companhias que operam nesses "hubs" europeus.

"Esta é a resposta mínima que a APHORT espera para a região Norte na situação atual e que a TAP, enquanto empresa nacional, deverá ter o dever estratégico de assegurar. (…) Os empresários de turismo não querem rotas a granel nem rotas só para fazer número, mas sim ligações que sejam relevantes para este destino", frisa o presidente, Rodrigo Pinto Barros.

Sublinhando que a ponte aérea para Lisboa "não serve a região, na medida em que se revela inefivaz ao introduzir uma escala adicional desnecessária", o líder desta organização, com cerca de 5.000 associados, diz ainda ter recebido a indicação da ANA de que há vontade de várias companhias internacionais de retomar as ligações à Invicta e até de criar novas rotas depois da paragem provocada pela pandemia de covid-19.

Para a fase de retoma da operação, a TAP concentrou a quase totalidade dos voos no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, o que motivou fortes críticas das forças políticas e empresariais do Norte. E esteve na origem da providência cautelar interposta pela Associação Comercial do Porto para travar o empréstimo estatal de 1.200 milhões de euros à companhia áerea.

 

Michael O’Leary, presidente da Ryanair, uma das transportadoras que nos últimos anos tem conquistado quota à TAP no Sá Carneiro, já veio reclamar que "o dinheiro que o Governo português vai gastar na TAP seria melhor distribuído pelas várias companhias aéreas que operam em Portugal, em proporção do seu contributo para a conectividade do país".

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