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Imobiliárias garantem que procura não aumentou desde a decisão da construção do aeroporto em Alcochete

Após mais de seis meses do anúncio da decisão "preliminar e prévia" de construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, que aconteceu a 10 de Janeiro, as imobiliárias garantem que nada se alterou no ramo.

Negócios com Lusa 04 de Agosto de 2008 às 13:46
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Após mais de seis meses do anúncio da decisão "preliminar e prévia" de construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, que aconteceu a 10 de Janeiro, as imobiliárias garantem que nada se alterou no ramo.

João Loureiro Ramos, da imobiliária com o mesmo nome, trabalha na região há 15 anos e garante que a decisão não trouxe nada de positivo ao sector, pois até ao momento não se registaram efeitos positivos.

"Surgiram alguns oportunistas e investidores estrangeiros mas em termos de venda de habitações não há nenhum impacto positivo. Pensava que o anúncio do aeroporto poderia ter o efeito da Ponte Vasco da Gama mas tal não aconteceu. Se Alcochete tivesse 10% da procura que aconteceu no Montijo esgotava as habitações existentes em uma semana", disse em declarações à Lusa.

O responsável explicou que as pessoas andam "desacreditadas" e referiu que os portugueses estão "à espera para ver" avançar o processo e as obras no terreno. "Estou à espera, tranquilo, pois com o aeroporto a região vai ter que desenvolver, mas até posso dizer que senti um impacto contrário, pois de tanto se especular sobre o aumento dos preços as pessoas afastaram-se", referiu.

Nuno Campos, da Imobiliária Carmo, explica que esperava mais interesse das pessoas depois do anúncio do Governo e referiu que esta é uma boa altura para quem pretende investir.

"Ficou aquém das expectativas, a procura está igual em relação ao ano passado, pois as pessoas ainda estão indecisas se o aeroporto vem ou não", disse à Lusa.

"O país está em crise e os preços até desceram um pouco, sendo esta uma boa altura para quem quer investir, pois quando começarem as obras os preços podem subir", acrescentou.

José Manuel Bastos, da Montrigues, refere que regista uma queda de 60% em relação a igual período do ano passado e explica que as pessoas não investem pois "querem ver para crer".

"Até ao momento não trouxe mais clientes e posso dizer que eu e os meus colegas estamos a sentir uma quebra. Fiquei feliz por receber a notícia deste importante investimento na região, mas as pessoas não investem", disse à Lusa.

O responsável lembrou que nesta altura a construção está praticamente parada em Alcochete, mas que nem assim se vendem as habitações que existem.

"Se a construção está quase parada, o que existe de habitação devia escoar de uma forma rápida, mas isso não acontece", disse.

Visão diferente apresenta Paulo Rego, da imobiliária VR&VR, que confessa que registou um aumento da procura e mais volume de negócios.

"O anúncio trouxe notoriedade à zona, as pessoas perguntam e vêem como um investimento futuro. Existem mais negócios e nesta altura notou-se um aumento do preço dos terrenos mas não ao nível das habitações", disse à Lusa.

Paulo Rego confessa que não espera um grande "boom" no sector com o arranque das obras, apesar de referir que a procura vai aumentar, nomeadamente no arrendamento.

"Não sei se vai ser um grande boom, mas a procura vai aumentar e numa primeira fase penso que vão surgir investidores com o objectivo de comprar para depois alugar os imóveis", explicou.

Em relação à oferta existente nos dias de hoje, Paulo Rego afirma que existem apartamentos no Montijo e moradias em Alcochete, lembrando que algumas urbanizações que estavam já previstas vão arrancar em breve.

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