Empresas «Imposições distorcem o mercado»

«Imposições distorcem o mercado»

António Carrapatoso criticou ontem o regulador das telecomunicações por achar «injusto» e «pouco adequado» que a Anacom questione a concorrência no sector móvel nacional, afirmando ainda que o aparecimento dos operadores móveis virtuais (MVNO) em Portugal
Filipe Paiva Cardoso 01 de junho de 2006 às 11:55

António Carrapatoso criticou ontem o regulador das telecomunicações por achar «injusto» e «pouco adequado» que a Anacom questione a concorrência no sector móvel nacional, afirmando ainda que o aparecimento dos operadores móveis virtuais (MVNO) em Portugal «deve acontecer por decisão do mercado» e não por imposição.

O líder da Vodafone no decurso do jantar de ontem à noite promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) afirmou que «existe grande competitividade no mercado» das comunicações móveis português, tendo desmistificado a ideia que a entrada dos operadores virtuais tragam, obrigatoriamente, preços mais baixos: «Não existe relação entre os MVNO e preços baixos», tendo chamado a atenção para o facto de em Portugal e em Itália, onde também não existem operadores virtuais, se praticarem os preços mais baixos da União Europeia.

«A entrada de MVNO deve acontecer por decisão do mercado e não do regulador» afirmou o líder da Vodafone, considerando que o «regulador não deve interferir» neste campo para «não desregular o mercado». «Não é preciso impor a entrada de operadores virtuais porque Portugal já é muito competitivo» afirmou, concluindo que «estas imposições significam distorção do mercado».

MVNO dentro de 12 meses

António Carrapatoso mostrou-se disponível em «abrir» a rede da Vodafone aos operadores móveis virtuais, estando esta abertura dependente de três factores essenciais: criação de valor para o mercado e para a Vodafone e uma garantia de sustentabilidade do operador virtual.

Ainda assim o presidente da Vodafone adiantou durante o jantar que a sua operadora «não está em conversações adiantadas» com nenhum interessado em lançar um MVNO, tendo delineado um prazo «de 12 meses» para o surgimento destes operadores no mercado nacional, mas num cenário de não imposição por parte da Anacom.




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