Banca & Finanças Imprensa: Venda do Novo Banco deverá ser adiada

Imprensa: Venda do Novo Banco deverá ser adiada

O Banco de Portugal terá decidido adiar a venda do Novo Banco, dando por terminadas as negociações com a Fosun, de acordo com a imprensa nacional. As negociações estarão dificultadas pela falta de informação sobre a avaliação da instituição.
Imprensa: Venda do Novo Banco deverá ser adiada
Reuters

A venda do Novo Banco deverá voltar a ser adiada, sendo esta sexta-feira, 11 de Setembro, o último dia de negociações entre o Fundo de Resolução, detido pelos bancos, e a Fosun – a segunda melhor classificada nas manifestações de interesse de compra do banco liderado por Nuno Amado. O Banco de Portugal terá assim decidido adiar a venda, de acordo com a imprensa nacional.

O Banco de Portugal recusou adiantar informação sobre este processo. "Oportunamente, o banco divulgará o resultado do processo negocial que está a desenvolver para concretizar a venda do Novo Banco", afirmou fonte oficial da autoridade ao Negócios.

A Fosun, contactada pelo Negócios, recusou comentar as notícias.

O jornal Sol diz que a venda deverá ser adiada para o final do ano, depois de serem conhecidos os resultados dos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE) ao Novo Banco. O Banco de Portugal considera que só nessa altura será possível reunir as condições necessárias para vender a instituição liderada por Eduardo Stock da Cunha a preços e condições contratuais aceitáveis, diz a publicação sem revelar onde obteve a informação.

 

O jornal adianta que a incógnita sobre a avaliação do Novo Banco, que está a ser feita pelo BCE, é a principal razão para a dificuldade em conseguir vender a entidade. Recorde-se que o Banco de Portugal já tinha abandonado as negociações com o primeiro classificado no processo, a Anbang, por não terem conseguido chegar a acordo, tendo entretanto começado a negociar exclusivamente com a Fosun.

 

O Diário Económico diz que a venda do Novo Banco só acontecerá depois das eleições, segundo fontes próximas do processo. O jornal revela que a última oferta da Fosun é de 1,5 mil milhões de euros, o que corresponde a metade do valor exigido pelo Banco de Portugal.

 

O jornal diz que o objectivo agora é anular o processo de venda do Novo Banco – que já deixou a Anbang para trás – e relançar um novo processo já depois das eleições legislativas, que vão ocorrer a 4 de Outubro.

 

Já o Público diz que a segunda ronda de negociações será concluída esta sexta-feira, mas sem sucesso. O jornal adianta que o Banco de Portugal vai cumprir com o que estava estipulado e prosseguir para as negociações com o terceiro classificado – a Apollo.

 

Já ontem, o presidente do BCP, Nuno Amado, defendeu que "depressa e bem não há ninguém". É melhor uma boa decisão do que uma decisão rápida. O princípio foi enunciado pelo presidente do BCP que se manifestou, esta quinta-feira em Aveiro, preocupado com os efeitos que o processo de venda do Novo Banco está a ter no BCP. 

(Notícia actualizada, pela segunda vez, às 10h50 com a reacção da Fosun)




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