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Impresa afasta novas reestruturações e espera voltar aos lucros este ano

O presidente executivo da Impresa, Pedro Norton, afastou hoje o cenário de mais reestruturações dentro do grupo, acrescentando que esperam voltar a obter resultados positivos este ano.

Lusa 25 de Março de 2013 às 20:21
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Pedro Norton falava aos jornalistas após a conferência de imprensa de apresentação de resultados do grupo - que detém a SIC, o jornal Expresso e a revista Visão, entre outros títulos - em 2012.

 

O resultado líquido da Impresa, sem ajustamentos, atingiu os 4,9 milhões de euros negativos em 2012, uma melhoria face aos prejuízos de 35,1 milhões de euros de 2011.

 

Expurgando das perdas de imparidade e de custos de reestruturação, o resultado líquido é positivo em 1,36 milhões de euros.

 

Questionado se o grupo prevê continuar com a reestruturação nos próximos anos, Pedro Norton afastou esse cenário.

 

"Preocupámo-nos em fazer toda a reestruturação em 2012, as expectativas que tínhamos para o comportamento das receitas e do mercado estão em linha, no primeiro trimestre, com que aquilo que antecipávamos", disse.

 

Por isso, "não encontro razões para fazer mais reestruturações".

 

Pedro Norton admitiu ainda que o grupo tem "fortes perspectivas de ter novas presenças de títulos noutras plataformas, nomeadamente da televisão", mas que "não há nada que se possa anunciar em definitivo".

 

Questionado sobre projectos de expansão para Angola, Moçambique ou Cabo Verde, Pedro Norton lembrou que o grupo tem forte presença naqueles mercados, sobretudo na televisão, e que o número de subscritores tem vindo a crescer.

 

"A par disso, há um conjunto de negociações em curso que nos podem alargar novos mercados", disse, escusando-se a adiantar pormenores.

 

Durante a apresentação dos resultados Pedro Norton disse esperar que a Impresa volte aos resultados positivos durante este ano, apesar da crise.

 

Questionado sobre se o adiamento da privatização da RTP teve algum impacto nas perspectivas da Impresa para este ano, Pedro Norton não quis estabelecer uma ligação.

"Em teoria, [a RTP] poderia ter sido privatizada sem mexer nas condições de mercado", disse, adiantando que para o grupo "não ficou claro" qual seria o modelo de alienação.

 

"Nunca escondemos que aconselhámos a que nunca se fizesse esse movimento, poderia criar disrupções grandes no mercado. Somos consistentes com isso".

 

Em relação à possibilidade ser aplicadas mais medidas de austeridade, perante um eventual chumbo de medidas contidas no Orçamento do Estado para este ano pelo Tribunal Constitucional, Pedro Norton afirmou: "Espero que não haja, o ambiente já está suficientemente difícil assim".

 

Sobre o antigo primeiro-ministro José Sócrates vir a fazer comentários na RTP, Pedro Norton reiterou que no grupo Impresa quem convida são os directores dos canais.

 

"Portanto, não comento comentadores", disse apenas.

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