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Impresa e Cofina disparam com possível fusão (act2)

As acções da Impresa e da Cofina seguiam a subir impulsionadas pela noticia, da agência Reuters, que as duas empresas podem avançar com uma fusão das empresas de media.

Bárbara Leite 15 de Fevereiro de 2002 às 13:19
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(actualiza com declarações de analistas a partir do sétimo parágrafo)

As acções da Impresa e da Cofina seguiam a subir impulsionadas pela noticia, da agência Reuters, que as duas empresas podem avançar com uma fusão das empresas de media.

A Impresa subia 4,97% para os 1,90 euros e a Cofina ganhava 3,69 % para os 2,25 euros.

Segundo adiantou uma fonte do sector à agência Reuters, a Impresa e a Cofina estão a estudar a integração dos activos de media desta última na primeira, operação que poderá estar concretizada até finais de Março.

Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa [IPR] e seu accionista maioritário, tem mantido contactos com Paulo Fernandes, da Cofina [COFI], devendo as negociações intensificar-se a partir de agora para estarem concluídas na segunda quinzena de Março, refere a notícia da Reuters.

A Impresa controla a estação de televisão SIC, o semanário «Expresso» e a Visão. A Cofina, no sector dos media, controla o Correio da Manhã, o Record, o Jornal de Negócios e o Negocios.pt.

Sobre esta informação, fonte oficial da Impresa adiantou ao Negocios.pt que a «única negociação de fusão que conheço entre a Cofina e a Impresa é fusão entre a Vasp e a Deltapress», na área de distribuição de jornais, não tendo, no entanto, negado esta informação.

Contactado pelo Negocios.pt, Paulo Fernandes, presidente da Cofina, escusou-se a comentar esta informação.

Segundo afirmou ao Negocios.pt Sofia Almeida, analista da Lisbon Brokers, entre a Cofina e a Impresa «existe uma complementariedade nos media», pelo que esta eventual fusão faria sentido.

«A Cofina tem títulos que poderiam interessar à Impresa como o jornal Record e o Correio da Manhã», acrescentou a mesma analista.

Para a analista da Lisbon Brokers, «à partida, um dos cenários seria a Impresa realizar um aumento de capital para a entrada da Cofina por entrega em espécie».

Uma analista da Caixa Valores, por outro lado, avançou que a fusão faria sentido «na área de revistas e jornais», adiantando que, no entanto, «as negociações seriam difíceis na área da televisão».

A analista da Lisbon Brokers acrescentou que esta «não é a melhor altura para negociações de fusão visto que poderia prejudicar as negociações com o Grupo Abril na venda de 33,33% na AbrilControlJornal (ACJ)».

Para a analista da Caixa Valores, a Cofina «poderia financiar o reforço da Impresa na ACJ».

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