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Impresa regista lucros de 12 mil euros no terceiro trimestre

Os lucros do grupo Impresa caíram 49% nos primeiros nove meses deste ano, passando de 13,8 milhões de euros no período homólogo para sete milhões de euros. A empresa liderada por Pinto Balsemão conseguiu no terceiro trimestre lucros de 12 mil euros, que s

Daniel Vaz danielvaz@mediafin.pt 23 de Outubro de 2006 às 16:41
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Os lucros do grupo Impresa caíram 49% nos primeiros nove meses deste ano, passando de 13,8 milhões de euros no período homólogo para sete milhões de euros. A empresa liderada por Pinto Balsemão conseguiu no terceiro trimestre lucros de 12 mil euros, que se comparam com os prejuízos de 1,2 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

A empresa que detém a SIC apresentou receitas consolidadas de 183,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2006, uma descida de 2,9% face ao mesmo período de 2005.

O EBITDA desceu 26,4%, para os 24 milhões de euros. As receitas provenientes da publicidade foram de 116,2 milhões de euros, uma diminuição de 1,9%.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa afirma que "ajustando os custos de reestruturação, os resultados líquidos do terceiro trimestre teriam sido de 302 mil euros" e não de 12 mil euros.

Receitas da SIC crescem no trimestre

Os resultados antes de impostos da SIC nos primeiros nove meses desceram 31,6%, de 17,2 milhões de euros para 11,8 milhões. As receitas totais da estação de Carnaxide caíram 1,9% para os 116,2 milhões de euros.

Analisando os dados do terceiro trimestre, a estação de Carnaxide conseguiu um crescimento de 8,2% nas receitas, de 32,8 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, para 35,4 entre Julho e Setembro deste ano.

"Os custos operacionais acumulados da SIC subiram 4,9% no final de Setembro, mas no terceiro trimestre o aumento foi de apenas 0,2%", refere a empresa liderada por Balsemão em comunicado. O EBITDA da estação cresceu 280,6% do segundo para o terceiro trimestre.

Recorde-se que a estação de Carnaxide foi líder de audiências em Julho de 2006, beneficiando do Mundial e da "Floribella". O merchandising nesta novela impulsionou o aumento de 73,5% para 4,8 milhões de euros "nas outras receitas".

Os canais temáticos viram as suas receitas descer 3,4% nos primeiros nove meses, "como consequência da descida do número de subscritores nalguns operadores", diz a Impresa.

Jornais e revistas com menos lucros

Os resultados antes de impostos na área de jornais desceram 14,6% nos primeiros nove meses de 2006, para 6,3 milhões de euros.  As receitas totais recuaram 2,2% para os 40 milhões, com as receitas publicitárias a crescerem 2,6%, para 25,5 milhões de euros.

Em termos trimestrais, as receitas publicitárias dos jornais da Impresa cresceram 7,7% para 7,9 milhões beneficiando "do bom comportamento do mercado, do aumento de páginas de cor do novo ‘Expresso’ e do crescimento do ‘Courrier Internacional’ e da ‘SurfPortugal’".

Quanto às revistas do grupo ("Visão", "Exame", "Caras", entre outras), destaca-se a queda de 35,3% nos resultados líquidos para 840 mil euros.

As receitas totais desceram 8,2% para os 28,4 milhões, com as publicitárias a cresceram 1,9% para 11,7 milhões.  

Os resultados não incluem a Publiregiões, editora do "Jornal da Região", alienada em Abril e da gráfica Imprejornal, alienada em Setembro.

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