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Impresa sobe lucros até Setembro mas regista prejuízos no terceiro trimestre

Os lucros da Impresa cresceram 30,3% nos primeiros nove meses do ano, o que ficou abaixo do esperado, devido aos custos de reestruturação da SIC e à queda das receitas de publicidade. A empresa registou prejuízos no terceiro trimestre e reviu em baixa as

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 24 de Outubro de 2005 às 16:43
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Os lucros da Impresa cresceram 30,3% nos primeiros nove meses do ano, o que ficou abaixo do esperado, devido aos custos de reestruturação da SIC e à queda das receitas de publicidade. A empresa registou prejuízos no terceiro trimestre e reviu em baixa as perspectivas de resultados para este ano.

O resultado líquido da Impresa aumentou 30,3% nos primeiros nove meses do ano, para os 13,8 milhões de euros, o que compara com os 10,5 milhões de euros arrecadados no mesmo período de 2004, segundo o comunicado enviado pela empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão. Os analistas consultados pela Lusa esperavam que os resultados líquidos da Impresa avançassem 61,3% nos primeiros nove meses.

A empresa esclarece que este crescimento seria superior a 60% caso não fosse contabilizado custos de reestruturação na ordem dos 3,5 milhões de euros devido à substituição da direcção de programas da SIC em Setembro.

Quanto ao terceiro trimestre, a empresa registou prejuízos de 1,4 milhões de euros, o que compara com um lucro de 2,02 milhões de euros registados em período homólogo. A última vez que a Impresa registou prejuízos trimestrais foi no terceiro trimestre de 2004, de acordo com as antigas regras contabilísticas.

O EBITDA da Impresa caiu 6,1% para os 33,08 milhões de euros, mas quando analisado o terceiro trimestre, a queda foi de 62,8% para os 3,38 milhões de euros. Todos os segmentos, televisão, jornais e revistas, contribuíram para a queda trimestral, mas destaca-se a televisão que viu o seu EBITDA cair 93,9%.

Os custos operacionais da empresa cresceram 3,9%, «influenciada principalmente por custos relacionados com o lançamento de novas publicações, e o rápido crescimento dos produtos alternativos».

SIC regista prejuízos no terceiro trimestre

No terceiro trimestre a SIC registou prejuízos de 984 mil euros. Nos primeiros nove meses do ano a televisão registou um recuo dos lucros de 6,6% para os 12,09 milhões de euros.

As receitas totais da SIC desceram 0,6% até Setembro face ao período homólogo para os 118,48 milhões de euros. No terceiro trimestre a queda foi de 9,5%.

«A principal razão da descida das receitas no terceiro trimestre foi a quebra registada nas receitas de publicidade, que desceram 14%. Por seu lado, a descida das receitas foi influenciada pela quebra de audiências em 11,4% no dia, e de 15,1% no ‘prime-time’, ocorridas durante o terceiro trimestre», explica o comunicado da empresa.

Segundo a mesma fonte, «no final de Setembro, a SIC registava uma audiência média de 28,0% no dia, ou seja 1,6 pontos percentuais inferiores ao nível registado em Setembro de 2004».

Quantos aos outros canais de televisão, registou-se um acréscimo de 6,8% das receitas nos primeiros nove meses. «Os canais da SIC representaram, em média, 25,1% das audiências totais do cabo durante os nove meses até Setembro».

Jornais aumentam lucros e receitas

Os lucros registados na área de jornais subiram 19,4% nos nove meses para os 7,1 milhões de euros, uma tendência igualmente verificada no terceiro trimestre, período em que cresceram 10,6% para os 1,1 milhões de euros.

As receitas totais avançaram 10,2% até Setembro e 12,7% no trimestre. Já as receitas publicitárias também cresceram 4,6% para os 26,5 milhões de euros nos primeiros nove meses e 8,5% no terceiro trimestre.

«O jornal ‘Expresso’ e o ‘AutoSport’ são os principais responsáveis por este crescimento, com os classificados a serem área de maior crescimento, com uma subida de 13,1% até final de Setembro», de acordo com o mesmo comunicado.

«Durante o terceiro trimestre, registou-se uma quebra das vendas do ‘Blitz’ e ‘Expresso’, que foi parcialmente compensado pelos os aumentos registado pelo ‘AutoSport’, ‘SurfPortugal’, e as novas publicações – ‘Courrier Internacional’ e ‘Expresso Imobiliário Classificados’».

Os produtos alternativos mais que duplicaram as receitas no final de Setembro, uma evolução acentuada no terceiro trimestre, altura em que as receitas cresceram mais de 400%.

Os resultados líquidos das revistas aumentaram 10,6% nos primeiros nove meses para os 1,29 milhões de euros. No mesmo período em que viram subir as receitas totais em 10,8% e as receitas de publicidade em 2,8%.

No terceiro trimestre os lucros caíram em 17,2% para os 420 mil euros. As receitas totais cresceram 4,3% para os 9,39 milhões de euros e as receitas de publicidade subiram 0,1%. Esta queda dos lucros no trimestre foi influenciada pela quebra de 12,2% do EBITDA.

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