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Inapa prevê decréscimo nas vendas em 2001; melhor que o sector

A Inapa prevê um abrandamento das quantidades vendidas até ao final do ano, mas abaixo da «tendência do mercado», disse Vasco Pessanha. De Janeiro a Maio de 2001, o mercado europeu caiu 4% face ao mesmo período em 2000, enquanto as da Inapa desceram 1%.

Bárbara Leite 17 de Julho de 2001 às 16:35
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A Inapa prevê um abrandamento das quantidades vendidas até ao final do ano, mas abaixo da «tendência do mercado», disse Vasco Pessanha, presidente da Inapa. De Janeiro a Maio de 2001, o mercado europeu caiu 4% face ao mesmo período em 2000.

A Inapa registou, no período compreendido entre Janeiro a Maio de 2001, uma quebra no volume de vendas em toneladas na ordem de 1%, face ao obtido em igual período do ano passado, revelou o presidente da Inapa em conferência de imprensa para apresentação de nova marca própria pan-europeia.

Em quantidade, o volume de vendas da Inapa, nos cinco primeiros meses deste ano atingiu 433 mil toneladas.

No mesmo período, o mercado europeu, no seu todo, apresentou um decréscimo de 4%, explicou o mesmo responsável.

Vendas crescem 10% em valor

O distribuidor nacional obteve, no referido período, no entanto, um valor superior em 10% ao valor das vendas ao alcançado em igual período de 2000, em resultado do aumento dos preços de papel.

Vasco Pessanha salientou que, até ao final do ano, será difícil manter a queda em apenas um ponto percentual face ao ano anterior, mas assegura que «nos manteremos acima da tendência».

Entre Janeiro e Maio de 2001, a Inapa viu as vendas decrescerem em Espanha mais do que o mercado, mas em França, ao invés, assistiu-se a uma subida de 10% face a igual período de 2000, disse Vasco Pessanha.

«O segundo semestre do ano é pior do que o primeiro» em termos de vendas, referiu.

«Há claramente um abrandamento» da procura a nível mundial, acrescentou, sublinhando que, no entanto, «no sector dos “office papers” (papéis de escritório) as coisas estão bem».

Na Europa, os países com pior «performance» nas vendas de papel, nos primeiros quatro meses do ano, foram Portugal e Espanha, disse o presidente da Inapa.

Apesar do ambiente menos optimista nas economias europeias, Vasco Pessanha garantiu que a estratégia da empresa ainda não se ressentiu, ao afirmar que «neste momento não há nada que tenha prejudicado a estratégia da empresa» que passa por aquisições, associações e crescimento orgânico.

Vasco Pessanha admite que haverá «algum esmagamento das margens em todos os produtos».

As acções da Inapa cotavam nos 5,47 euros (1.097 escudos) a subir 0,37%.

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