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Inapa reduz prejuízos de 2007 para 10,3 milhões de euros

A Inapa encerrou o exercício de 2007 com resultados líquidos negativos de 10,3 milhões de euros, o que compara com os 53 milhões de euros de prejuízos registados em igual período do ano anterior, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 17:30
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A Inapa encerrou o exercício de 2007 com resultados líquidos negativos de 10,3 milhões de euros, o que compara com os 53 milhões de euros de prejuízos registados em igual período do ano anterior, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os analistas do CaixaBI antecipavam que a empresa terminasse o ano com resultados líquidos negativos de 13,23 milhões de euros.

A Inapa [ina] obteve em 2007 resultados líquidos operacionais negativos em 600 mil euros, uma recuperação de 90% face aos seis milhões de euros negativos verificados em 2006, "fruto de uma maior eficiência, superando as metas estabelecidas pelo Plano Estratégico Inapa 2010 para o ano transacto", refere a empresa liderada por José Félix Morgado em comunicado.

Apesar da subida das taxas de juro praticadas pelo mercado, os resultados do exercício de 2007 foram de encontro às previsões da empresa. A penalização com este aumento dos juros resultou em encargos financeiros de 35,8 milhões de euros, um valor que supera em 3,8 milhões de euros o orçamentado para 2007. Desta forma, excluindo o crescimento dos custos financeiros, os resultados teriam ultrapassado as estimativas.

A mesma fonte acrescentou que o EBTIDA recorrente cresceu 41,1% para os 41,3 milhões de euros, enquanto os vendas consolidadas em pró-forma (ajustadas de ganhos e custos não recorrentes e do fecho da operação em Itália) ascenderam a 1.050 milhões de euros, o que significa uma subida de 0,3% face ao ano anterior.

A Inapa acrescenta, em comunicado, que a margem bruta operacional subiu 0,2 pontos percentuais para os 17,5%, enquanto o EBIT ganhou 120% para os 26,9 milhões de euros.

O volume consolidado distribuído pela empresa no exercício agora encerrado totalizou as 1,03 milhões de toneladas, uma quebra de 4,5% face a 2006, devido ao encerramento da operação italiana, à descontinuação do segmento gráfico na Bélgica e ao enfoque na margem em detrimento dos volumes.

Os custos operacionais desceram 4% devido às reorganizações e às medidas de eficiência operacional, ascendendo a 159,2 milhões de euros, enquanto os custos não recorrentes aumentaram para os 8 milhões de euros, na sequência do fecho da operação italiana e da conclusão dos processos de reorganização.

"No decurso do exercício em apreço, excluindo o efeito do aumento de capital realizado em Dezembro, a dívida média evidencia um ligeiro decréscimo", frisa o comunicado que acrescenta que devido à significativa subida dos juros, os custos financeiros cresceram em 11,4 milhões de euros, ascendendo a 35,4 milhões de euros.

A dívida remunerada líquida desceu para 332 milhões de euros, o que significa uma redução de 116 milhões de euros, fruto da operação de aumento de capital e da diminuição dos capitais circulantes em 14,5 milhões de euros.

"O exercício de 2008 deverá confirmar a tendência de recuperação do sector não obstante as incertezas do contexto económico. (...) Poder-se-á antecipar a continuação dos movimentos corporativos de aquisições, fusões, ou parcerias, de modo a assegurar melhores níveis de rentabilidade para os capitais investidos", concluiu a empresa.

As acções da Inapa [INA] fecharam em alta de 2,17% para os 0,94 euros.

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