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Incerteza leva ao adiamento das estreias em bolsa

Este ano já foram canceladas ou adiadas 44 colocações em bolsa nos EUA, no valor de 10 mil milhões de dólares (7.800 milhões de euros), o nível mais elevado desde 2001. Uma tendência a que não escapa a Europa, onde, segundo dados fornecidos pela Dealogic

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Este ano já foram canceladas ou adiadas 44 Ofertas Públicas Iniciais por parte de empresas americanas, no valor de 10 mil milhões de dólares (7.800 milhões de euros). Este é o nível mais elevado desde 2001, o ano que se seguiu ao rebentamento da bolha especulativa nas acções tecnológicas. Uma tendência a que não escapa a Europa, onde, segundo dados fornecidos pela Dealogic ao Jornal de Negócios, foram suspensas ou anuladas 26 operações, o número mais elevado desde pelo menos 2003 e quase quatro vezes superior ao verificado no mesmo período de 2005.

O mercado de IPO até começou bem o ano, mas a incerteza provocada pelo receio dos efeitos da subida das taxas de juro e a forte valorização dos preços do petróleo afastou os investidores das operações de entrada em bolsa, sobretudo de empresas de pequena e média dimensão. Uma tendência que se verifica desde Maio, quando o aumento da volatilidade e do risco levou à saída de muitos investidores do mercado, anulando em muitos casos os elevados ganhos verificados até então.

Tirando a dispersão em bolsa da Mastercard, no valor de 2,4 mil milhões de dólares, as restantes 103 operações realizadas este ano nos EUA foram de reduzida dimensão. O número de operações é 17% inferior ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Renaissance Capital, uma empresa americana especializada em "research" de IPO. O valor disperso, de 22,3 mil milhões de dólares, é 10% inferior. A maior aversão ao risco tem penalizado sobretudo o sector tecnológico, com dez operações adiadas este ano. Os EUA têm sido ainda penalizados pela exigente lei Sarbannes-Oxley, que torna mais oneroso ter as empresas cotadas no mercado americano.

O adiamento ou cancelamento de IPO não é um exclusivo dos EUA. Na sexta-feira passada, a Telemar Participações, uma operadora de telecomunicações do Rio de Janeiro, concorrente da Vivo, anunciou o maior cancelamento deste ano, ao retirar a sua operação, avaliada em 1,49 mil milhões de euros.

A Europa também não escapa a esta tendência. No fim de Junho, a italiana Pireli desistiu de colocar em bolsa o negócio de pneus, devido às condições adversas do mercado de capitais – a justificação mais apontada pelas empresas. Mesmo os sectores com melhor desempenho este ano, como o da energia, que beneficia da subida do preço do petróleo, têm registado cancelamentos. Em Junho a empresa de refinação e distribuição de combustíveis italiana Api suspendeu a dispersão do seu capital.

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