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Independentes têm peso de 17,6% nos conselhos de administração

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou hoje um estudo sobre o governo das sociedades cotadas em Portugal que revela que, em média, um terço dos lugares dos conselhos de administração (CA) é ocupado por accionistas de referência e seu

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 07 de Maio de 2007 às 12:12
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A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou hoje um estudo sobre o governo das sociedades cotadas em Portugal que revela que, em média, um terço dos lugares dos Conselhos de Administração (CA) é ocupado por accionistas de referência e seus familiares. O peso dos administradores independentes é muito reduzido e inferior ao resto da Europa.

O número médio de administradores independentes por CA é de 1,5 membros, revela o estudo, o que corresponde a um peso de 17,6% e que compara com os 25% registados na Europa Continental e os 31,7% reportados em Espanha.

O número de membros independentes é mais elevado nas sociedades financeiras (1,8 membros) do que nas não financeiras (1,5 membros). Mas é nas sociedades financeiras que os administradores independentes têm menos peso, apenas 12%.

A dimensão média dos CA das cotadas é de 8,7 membros com um mínimo de três e um máximo de 29 membros. Esta média é inferior a Espanha, onde os CA são compostos, em media, por 9,7 membros e ainda abaixo da Europa Ocidental onde têm em média 14 membros.

O estudo revela também que em 44,5% das empresas não há separação entre as figuras do presidente do conselho de administração e o presidente da comissão executiva.

O estudo incidiu também sobre as assembleias gerais e concluiu que o numero de acções necessárias para ter um direito de voto é de 434. Este valor médio, é superior nas empresas do PSI-20, com 524 acções e do sector financeiro com 534 acções.

O estudo reúne as respostas a um questionário sobre o governo das sociedades cotadas que a CMVM levou a cabo entre Julho e Agosto de 2006. O inquérito que suporta a situação existente, em 31 de Dezembro de 2005, foi enviado a 51 empresas com acções cotadas no mercado português, tendo sido respondido por 48 empresas.

 

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