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Indústria automóvel portuguesa pode enfrentar corte de 12 mil empregos

A AFIA Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel está a preparar a elaboração de um plano de contingência para fazer faceà crise que o sector enfrenta e estima mesmo no curto prazo "uma severa redução do emprego", que, segundo as contas da AFIA, se poderá cifrar no corte de 12 mil postos de trabalho.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 20:33
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A AFIA Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel está a preparar a elaboração de um plano de contingência para fazer faceà crise que o sector enfrenta e estima mesmo no curto prazo "uma severa redução do emprego", que, segundo as contas da AFIA, se poderá cifrar no corte de 12 mil postos de trabalho.

A associação, que representa um sector que no final de 2007 tinha 40 mil trabalhadores, quase 200 empresas e uma facturação de 4,8 mil milhões de euros, esteve reunida esta terça-feira com empresários do sector para discutir um conjunto de medidas que “suportem a sobrevivência e garantam um desenvolvimento sustentável a médio prazo”.

No comunicado que a AFIA divulgou aponta uma série de soluções possíveis para resolver os actuais problemas, entre as quais a paragem e “desemprego técnico dos colaboradores”, de forma a “manter a estrutura técnica das empresas e equiparar às condições de mercado existentes na Europa, com possibilidade da formação (própria e ‘on job’) desses mesmos excedentários”.

Por outro lado, os empresários da indústria de componentes para automóveis propõem a criação de uma “linha de crédito dedicada”, que permita planos de pagamento por períodos mais longos. O plano de contingência visará também os custos energéticos das fábricas, bem como o aumento da incorporação nacional nos automóveis que estão a ser montados em Portugal, “sem privilegiar as empresas concorrentes que operam no estrangeiro e que oneram a produção nacional com custos de logística desnecessários”.

“As empresas estão disponíveis para dialogar com o Governo e encontrar modelos de desenvolvimento integrados, sob pena de redução drástica dos investimentos e encerramento de empresas ou unidades de produção, com consequências graves na economia e sociedade”, refere o comunicado da AFIA.

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