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ING avalia acções da Jerónimo Martins em 14 euros

O ING iniciou a cobertura das acções da Jerónimo Martins atribuindo-lhes um preço-alvo de 14 euros. O banco realça a "estratégia convincente e de acelerado crescimento" no mercado polaco, sublinhando que a avaliação da retalhista portuguesa pode chegar aos 17 euros.

ING avalia acções da Jerónimo Martins em 14 euros
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 10:14
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A equipa de analistas do ING avalia a presença da empresa na Polónia, mercado que representa 11 euros do “target” atribuído aos títulos. O banco de investimento acredita que, em dez anos, a companhia liderada por Pedro Soares dos Santos poderá dominar o mercado polaco, duplicando a sua quota de mercado para cerca de 20%.

O banco relembra que a administração da empresa anunciou recentemente uma nova meta de 3.000 lojas até ao final de 2015, face às 1.640 de 2010.

“A excitante unidade polaca da Jerónimo Martins, a Biedonka, ‘promete’ muitos mais anos de elevadas oportunidades de crescimento”, refere a nota de investimento assinada por John David Roeg e Jan Meijer, a que o Negócios teve acesso.

Os mesmos especialistas adiantam ainda que “investir na Jerónimo Martins significa investir num grupo cujo crescimento nas vendas e lucros está progressivamente dominado pela sua bandeira de elevado crescimento na Polónia, a Biedronka”.

Os analistas do ING sublinham que este é “ um país no qual tem uma posição de liderança com uma quota de mercado de 10% e a consolidação da indústria está ainda na sua infância com 50% do mercado servido por comércio não organizado”.

Entre 2010 e 2015, os analistas estimam que a contribuição da Polónia para as vendas do grupo aumente de 56% para cerca de 73%, como consequência da abertura de novas lojas.

As acções da empresa seguem a valorizar 1,27% para os 11,195 euros, o que situa o seu potencial de subida face à nova avaliação em 25%. O banco sublinha que, a médio prazo, vê mais potencial de subida no seu preço-alvo, no caso da Biedronka conseguir elevar as suas margens EDITDA para acima de 10%.

“Isto pode resultar numa subida do preço-alvo para os 17 euros”, destaca o banco de investimento que acrescenta que outro catalisador a médio prazo para as acções pode chegar da entrada da empresa portuguesa num novo mercado com elevado potencial de crescimento, como Brasil, Colômbia ou África do Sul .

Dada a margem de progressão relativa ao novo “target”, a recomendação conferida pelo ING é de “comprar”.


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