Empresas Insolvência de empresas em Portugal baixou 10% em 2013

Insolvência de empresas em Portugal baixou 10% em 2013

A Cosec contabilizou 6.030 insolvências de empresas em Portugal, sendo que grande parte delas são micro-empresas e mais de um quarto são do sector da construção.
Negócios 11 de fevereiro de 2014 às 12:46

O número de insolvências de empresas em Portugal baixou 10% no ano passado, atingindo 6.030 companhias, de acordo com o levantamento efectuado pela Cosec.

 

Segundo o estudo da seguradora de créditos, o sector da construção continua a ser o mais castigado pelas insolvências, representando 26% do total de registos em 2013, apesar da queda de 17% no número de ocorrências. Seguem-se os serviços (19%) e o retalho (17%).

 

Ao nível da distribuição geográfica, os distritos de Lisboa e Porto são os que representam o maior número de insolvências (23%), seguindo-se Braga com 11%.

 

"O ano 2013 confirmou as nossas expectativas de melhoria do indicador após um longo período de agravamento consecutivo do número de insolvências de empresas", assinala Berta Dias da Cunha, administradora da Cosec, acrescentando que "sentimos que as empresas nacionais têm demonstrado um grande esforço para ultrapassar obstáculos, procurando diversificar as suas actividades e explorar outros mercados".

 

Do total de empresas insolventes em 2013, cerca de 67% são classificadas como microempresas. O Estudo da Cosec mostra ainda a entrada de 1.021 Processos Especiais de Revitalização dos quais 16% tiveram situação de regime de insolvência confirmada por declaração do Tribunal.

 

Insolvência de famílias em alta

 

Um outro estudo, revelado ontem pela Credito Y Caución, mostra uma subida de 17,4% no número de insolvências em Portugal no ano passado, pois o estudo abrange também as famílias.

 

62% dos processos dizem respeito a pessoas singulares, o que mostra que as famílias continuam a ser quem mais se dirige aos tribunais para pedir que lhes seja decretada a insolvência. Normalmente são agregados em mãos com muitas acções de cobrança de dívida, que já não têm quaisquer bens que sejam penhoráveis e que também não conseguem fazer uma restruturação dos seus créditos.

 

Em 2013 foram 11.684 as famílias que optaram por pedir a insolvência, contra 9.971 em 2012, ou seja, mais 17,2%, de acordo com o relatório da Credito Y Caución.

 

Tendo em conta os números totais de insolvências de empresas e famílias, as insolvências em Portugal mais do que quintuplicaram desde 2008, o ano do início da crise: no ano passado os tribunais decretaram 18.805 novos casos de insolvência, o que compara com os 3.113 contabilizados cinco anos antes e representa um aumento de 504%. 




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