Energia Intermarché diz que só compra combustível à Repsol e à Galp

Intermarché diz que só compra combustível à Repsol e à Galp

O Intermarché veio a público rejeitar as acusações da Prio de estar a negociar com empresas acusadas de fazer contrabando de combustível, garantido que só compra à Galp e à Repsol.
Intermarché diz que só compra combustível à Repsol e à Galp
André Cabrita-Mendes 26 de fevereiro de 2018 às 14:48
O Intermarché veio a público rejeitar as acusações da Prio de que negoceia com empresas acusadas de fazer contrabando de combustível a partir de Espanha.

"O combustível fornecido pelo Intermarché" tem "origem nos produtores certificados" Galp e Repsol, segundo um comunicado da Intermarché, divulgado esta segunda-feira, 26 de Fevereiro.

A rede de combustíveis dos supermercados Intermarché diz que o combustível por si comercializado é "também alvo de análises regulares - através da recolha de amostras de combustível para verificação - e auditorias realizadas por entidades externas".

"Todos os postos de abastecimento fornecidos pelo Intermarché foram certificados pela SGS, empresa que atesta a conformidade e qualidade do combustível por nós comercializado", segundo a empresa francesa.

O Intermarché reagiu assim às acusações feitas pelo presidente da Prio, Pedro Morais Leitão, em entrevista ao Jornal de Negócios/Antena 1. "Ao longo destas várias notícias que foram saindo foi identificado claramente que há lojas do Intermarché que vendem combustíveis importados nesse formato ilegal. Que existam pequenas empresas a fazer contrabando não nos parece um problema, sempre houve e haverá. Agora que haja grandes empresas a apoiar os contrabandistas é uma coisa mais grave".

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"Parece que ainda se está a discutir se, de facto, estamos a falar de contrabando ou não. E no nosso entendimento não há dúvida nenhuma que é. Tal como no passado se fazia contrabando de tabaco em Elvas, está-se aqui a fazer contrabando de combustíveis para o país inteiro . E achamos inaceitável que haja uma empresa grande, visivelmente a apoiar essa actividade, e que não seja de alguma forma penalizada. A imagem do Intermarché parece-me estar em jogo nesta questão", afirmou o líder da Prio.

O Governo identificou em Janeiro um total de cinco empresas que vão comprar combustível a Espanha para depois vende-lo em Portugal sem incorporar a quantidade de biocombustível exigida na lei nacional, pois a quantidade exigida no país vizinha é inferior à portuguesa.

O Estado poderá assim ter sido lesado em 48 milhões de euros: 12 milhões de euros a menos em impostos cobrados em três anos, e 36 milhões de euros na incorporação de biocombustíveis. Os operadores foram convidados a saldar estes valores, mas perante o não-cumprimento, a ENMC recorreu aos tribunais para recuperar o dinheiro para o Estado português.

Entretanto, o Governo anunciou a criação de um grupo de trabalho para estudar o contrabando de combustíveis em Portugal. O "grupo de trabalho para a identificação de possíveis irregularidades na entrada de combustíveis no território nacional".

Entre os seus vários objectivos, este grupo de trabalho vai "propor medidas de modo a contribuir para a correcta aplicação da legislação nacional em vigor e para a prevenção e repressão de comportamentos que possam ser potencialmente lesivos para a concorrência do mercado e para os interesses do Estado".



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comentários mais recentes
luis silva 27.02.2018

Como é que o intermarche pode garantir que não e combustível ilegal? Cada posto deles compra onde quiser.

Anónimo 26.02.2018

Contrabando entre dois países da União Europeia, onde existe livre circulação de mercadorias!
Alguma coisa me parece estranha aqui! Será erro na definição da palavra contrabando? Ou talvez não! Que destino terá esta UE (depois queixam-se de haver Brexits!).

Anónimo 26.02.2018

exige-se um processo ao leitao nao? se e mentira as perdas por danos devem ser astronomicas. entao alguem serio vai comprar combustiveis mais baratos? Nao Nao. Tem que se comprar o mais caro. E assim ajuda-se o Chamussas.

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