Banca & Finanças Interrupção do Banif teria "impactos necessariamente graves" na Madeira e Açores

Interrupção do Banif teria "impactos necessariamente graves" na Madeira e Açores

Carlos Costa começou a sua intervenção na comissão de inquérito a sublinhar que o Banif, apesar de ter uma quota reduzida no continente, tinha uma importância nas ilhas que justificou a sua intervenção a 20 de Dezembro de 2015.
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Diogo Cavaleiro 05 de abril de 2016 às 15:35

"O Banif tinha um papel singular no financiamento da economia dos dois arquipélagos, razão pela qual a interrupção dos serviços teria impactos necessariamente graves nessas regiões", avançou o governador do Banco de Portugal na audição desta terça-feira, 5 de Abril, na comissão de inquérito ao banco fundado por Horácio Roque.

 

Segundo Carlos Costa, o banco tinha uma quota de mercado de 45% nos depósitos e de 28% nos créditos concedidos. Assim, apesar de ser o sétimo maior grupo financeiro português, tinha uma "importância sistémica", na lógica do Banco de Portugal.

 

Daí que tenha sido alvo de uma intervenção estatal a 20 de Dezembro de 2015, com venda ao Santander Totta e injecção estatal de 2.255 milhões de euros.

Uma liquidação teria "um maior custo", assegurou Carlos Costa. 




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