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Investidores aplaudem intenção do Facebook de reforçar relações com a banca

A rede social co-fundada e liderada por Mark Zuckerberg avançou que está a fazer parcerias com bancos e empresas de cartões de crédito para oferecer serviços como conversação online entre essas instituições e os seus clientes, que poderão também falar com os seus gestores de conta.


Os gigantes tecnológicos dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) foram responsáveis por uma subida do Nasdaq até 29% em 2017, até ao momento, e o retorno dos FAANG cifrou-se em mais de 50%, em termos médios. Na nossa opinião, não se trata de uma mera recorrência da bolha dot-com verificada no final da década de 1990. Ao contrário dessa experiência — durante a qual os analistas imaginaram novas formas de valorizar empresas que não passavam de ideias — as empresas que lideram actualmente o sector são reais e apresentam fluxos de caixa tangíveis. Estamos em crer que a inovação tecnológica é um tema estrutural que poderá acrescentar 1% -1,5% ao crescimento potencial do PIB mundial nos próximos 10-15 anos.
Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 06 de Agosto de 2018 às 23:18
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A tecnológica liderada por Mark Zuckerberg desmentiu esta segunda-feira informações que davam conta de que o Facebook iria possibilitar que os seus utilizadores acedessem aos seus extractos bancários através da rede social.

 

No entanto, avançou que está a fazer parcerias com bancos e empresas de cartões de crédito para oferecer serviços como conversação online entre essas instituições e os seus clientes, que poderão também falar com os seus gestores de conta.

 

Essa informação fez com que as acções do Facebook ganhassem terreno, já que os investidores ficaram satisfeitos com a possibilidade de a rede social estar a reforçar as suas relações com a banca para disponibilizar produtos de serviço ao cliente através do Messenger.

 

As acções da rede social encerraram a sessão regular desta terça-feira a somar 4,45% em Wall Street, para 185,69 dólares.

No passado dia 25 de Julho, a tecnológica reportou os resultados do seu segundo trimestre fiscal. E pela primeira vez desde 2015 divulgou receitas abaixo das estimativas dos analistas.

 

As vendas da empresa sediada em Menlo Park (Califórnia) aumentaram 42% face ao período homólogo de 2017, para 13,2 mil milhões de dólares, quando a projecção média apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 13,3 mil milhões.

 

Já os lucros da tecnológica foram superiores às estimativas dos analistas. A empresa registou um aumento de 33% do seu resultado líquido, para 5,11 mil milhões de dólares (1,74 dólares por acção), quando as previsões apontavam para um lucro por acção de 1,71 dólares.

 

Por sua vez, a audiência de "Facebookianos" desagradou ao mercado, com a empresa a anunciar 1,47 mil milhões de utilizadores activos mensais entre Abril e Junho, contra 1,48 mil milhões esperados pelas estimativas médias dos analistas.

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