Banca & Finanças Investimento de 1,6 milhões para recuperar os jogos Majora

Investimento de 1,6 milhões para recuperar os jogos Majora

Fundo de investimento liderado por José Luís Pinto Basto comprou ao Montepio a marca e o museu da histórica empresa de brinquedos, que interrompeu a produção em Março do ano passado.
Investimento de 1,6 milhões para recuperar os jogos Majora
Bruno Simão/Negócios
António Larguesa 13 de janeiro de 2014 às 11:02

O The Edge Group anunciou esta segunda-feira que vai investir um total de 1,6 milhões de euros para comprar e relançar a fábrica da Majora, no Porto, encerrada há quase um ano após a falência da empresa Mário J. Oliveira e Irmão, que entregou as marcas e o museu ao banco.

 

Só a compra ao Montepio da histórica marca – criada há 75 anos e que detinha jogos como o Sabichão, Mikado e Jogo da Glória – terá custado perto de 600 mil euros. A operação foi concretizada através da Edge Ventures, área da “holding” vocacionada para o investimento em empresas de elevado potencial de crescimento, que vai procurar nos próximos meses “encontrar os parceiros mais indicados para desenvolver em conjunto esta marca”.

 

Este fundo de investimento, que tem como sócio o empresário Pais do Amaral e detém o Fitness Hut e tenta fazer renascer a Labrador, informou em comunicado que prevê que os produtos da nova geração da Majora passem a estar disponíveis ainda no primeiro semestre deste ano, adiantando que o relançamento da marca “terá uma componente digital que, nos dias de hoje, não pode nem deve ser desprezada, mas tem como ambição ‘regressar às origens’ e voltar a reunir pais e filhos à volta de jogos de tabuleiro”.

 

Da cave na Boavista às mãos dos investidores

 

A história da marca remonta a 1939, no início da II Guerra Mundial, quando Mário José de Oliveira, um jovem escriturário numa fábrica do Porto, começou a desenhar jogos na cave dos pais, na avenida da Boavista, tendo a designação da marca sido inspirado no nome do pai: Mário José de Oliveira. Em 1968, a empresa construiu de raiz uma fábrica na rua Delfim Ferreira, na zona industrial do Porto, que ocupou até ao encerramento no ano passado, deixando os últimos 30 trabalhadores no desemprego.

 

“Acreditamos que o valor de uma marca demora muitos anos a criar e não deve ser deitado fora. A Majora tem um capital de valor e reconhecimento muito importante. A infância de qualquer português nascido antes de 1975 tem uma grande ligação à marca Majora. À semelhança do que aconteceu com a Labrador, queremos recuperar esta marca portuguesa e adaptá-la aos desafios dos tempos modernos”, sintetizou José Luís Pinto Basto (na foto), citado no comunicado.




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