Empresas IP4 concluído quase 30 depois do início da construção

IP4 concluído quase 30 depois do início da construção

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, inaugurou hoje oficialmente, em Bragança, a ponte internacional de Quintanilha, o último troço do IP4 que demorou quase trinta anos a chegar à fronteira.
Negócios com Lusa 24 de julho de 2009 às 19:34
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, inaugurou hoje oficialmente, em Bragança, a ponte internacional de Quintanilha, o último troço do IP4 que demorou quase trinta anos a chegar à fronteira.

O Itinerário Principal nº4, projectado para ligar Matosinhos, no Porto, à fronteira, em Bragança, foi das primeiras obras do Plano Rodoviário Nacional a ser iniciada, mas das últimas a ser concluída, lembrou hoje o presidente da Câmara de Bragança, o social-democrata Jorge Nunes, citado pela Lusa.

"Bem-vindo ao término do IP4, passadas quase três décadas desde o seu início", foi a recepção feita ao ministro Mário Lino, que inaugurou a ponte uma semana depois da sua abertura ao tráfego.

A ponte internacional de Quintanilha sobre o rio Maçãs está concluída há quase dois anos à espera dos acessos no lado espanhol, que só agora foram executados.

Esta ponte é uma "porta de entrada de Portugal para a Europa" e faz parte da rede transeuropeia de transportes considerada prioritária no âmbito da Comunidade Europeia", frisou o ministro.

Talvez porque os "espanhóis se sentissem um pouco incomodados pelo seu atraso", foi a justificação dada pelo ministro Mário Lino para não haver festa entre os dois povos, no dia da inauguração oficial, nem a presença do seu homólogo ou de representantes do governo espanhol, salienta a agência Lusa, acrescentando que o ministro disse que "o importante é que está feito".

O autarca de Bragança espera fazer a festa conjunta quando a ponte ligar as duas auto-estradas previstas para cada um dos lados da fronteira.

A nova ponte custou 13,7 milhões de euros e foi executada pelo Governo português no âmbito de um convénio luso-espanhol, em que Espanha ficou apenas de construir os acessos no seu território. Foi considerada "exemplar" por ter sido executada dentro dos prazos previstos e sem acidentes de trabalho mortais.