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Isabel dos Santos e La Caixa em silêncio na AG do BPI

O presidente do banco, Artur Santos Silva, garantiu no final da reunião que os representantes da nova estrutura accionista não se pronunciaram sobre a capitalização do banco. A única diferença foi a troca de Serralves pela Casa da Música, ironizou.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 14:18
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Na conferência de imprensa no final da assembleia-geral, Artur Santos Silva referiu que os representantes da Santoro e do La Caixa "não tomaram a palavra". "Os principais accionistas já estão incorporados no conselho de administração e normalmente é o presidente da comissão executiva que faz a intervenção mais longa", justificou.

Recentemente, com a saída do brasileiro ITAU, o espanhol La Caixa e a Santoro (empresa da angolana Isabel dos Santos) reforçaram as suas posições para 39,57% e 19,39%, respectivamente.

Sobre o processo de capitalização do banco, frisou que a questão "não foi discutida". "Ainda não podemos acrescentar nada sobre a negociação com o Estado. É um processo que está a ser concluído e em breve teremos notícias", garantiu.

Questionado sobre se tinham recebido alguma indicação destes maiores accionistas se eles vêem com bons olhos a entrada do Estado como accionista, Santos Silva reforçou que "esse assunto não foi tratado".

"Admitimos desde cedo que aquela decisão, para nós pouco compreensível, da Autoridade Bancária Europeia em relação à dívida soberana dos países do Euro, desde logo assumimos que estávamos a encarar todas as soluções, incluindo o recurso ao investimento público para a resolução do problema", acrescentou o responsável do BPI.

Reunião extraordinária em Junho

Na assembleia-geral de hoje, que durou perto de três horas, estiveram presentes ou representados 223 accionistas do banco, detentores de acções correspondentes a 76,52% do capital social. As contas individuais e consolidadas foram aprovadas por 99,99% dos votos expressos, assim como a proposta de aplicação dos resultados do exercício de 2011 e também uma autorização ao conselho de administração para a "aquisição e alienação de acções próprias".

Retirados da agenda, por "decisão do conselho", foram os pontos 5 e 6, relativos ao capital do banco, na medida em que haverá "uma assembleia-geral que se vai realizar no próximo mês em que teremos oportunidade de apreciar estes pontos".

Questionado sobre alguma alteração às rotinas pelo novo arranjo accionista, Santos Silva apontou apenas uma diferença no sítio da reunião. "O local foi diferente porque Serralves estava ocupado e viemos para outra instituição que tem grande presença na vida da cidade", concluiu.
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