Empresas Jaime Gama: Morte de Soares dos Santos é uma grande perda para a economia e mecenato

Jaime Gama: Morte de Soares dos Santos é uma grande perda para a economia e mecenato

Alexandre Soares dos Santos "era um homem com um profundo apego ao empreendedorismo e à justiça social e que não punha balizas de nenhuma ordem ao pensamento livre e independente", destacou Jaime Gama.
Jaime Gama: Morte de Soares dos Santos é uma grande perda para a economia e mecenato
Lusa 17 de agosto de 2019 às 01:00

O presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), Jaime Gama, considerou hoje a morte do empresário Alexandre Soares dos Santos como "uma grande perda" para a economia e para o mecenato no país.

"É uma grande perda não só para a economia portuguesa como também para o mecenato em Portugal", disse à agência Lusa Jaime Gama.

O empresário Alexandre Soares dos Santos, antigo presidente da Jerónimo Martins, morreu na sexta-feira, aos 84 anos, disse à agência Lusa fonte próxima da família.


Em 2009, o empresário criou a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que gere o portal "Pordata", Base de Dados do Portugal Contemporâneo, e lançou uma coleção de livros de ensaio, a preços reduzidos, sobre temas da atualidade.


Para Jaime Gama, Alexandre Soares dos Santos "era um espírito livre que gostava de apresentar com frontalidade todas as suas ideias e que se manteve até ao fim da vida com uma incansável energia, a refletir não só sobre o horizonte estratégico do seu grupo empresarial como também sobre as questões relevantes do país, da Europa e do mundo".


"Na Fundação Francisco Manuel dos Santos tivemos sempre a sua presença interveniente, o estímulo para trilhar caminhos de independência, julgamento crítico, objetividade e incentivo ao debate de ideias", acrescentou o antigo presidente da Assembleia da República e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.


Jaime Gama destacou ainda que Alexandre Soares dos Santos, "muito para além da sua condição de empresário, era alguém profundamente ligado à reflexão sobre as questões nacionais e ao seu desejo de ver um país moderno, orientado pela lei e sem privilégios de qualquer espécie".


"Era um homem com um profundo apego ao empreendedorismo e à justiça social e que não punha balizas de nenhuma ordem ao pensamento livre e independente", disse ainda o presidente do conselho de administração da FFMS.




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