Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Japan Airlines pede ajuda ao governo

A Japan Airlines, que recentemente anunciou o corte de 6.800 postos de trabalhou, voltou a pedir ajuda ao Governo japonês. É a quarta vez desde 2001 que a companhia aérea recorre ao Executivo para conseguir sobreviver. As acções da empresa registaram hoje a maior queda de sempre, ao caírem mais de 17% na bolsa japonesa.

Japan Airlines pede ajuda ao governo
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 12:50
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
A Japan Airlines, que recentemente anunciou o corte de 6.800 postos de trabalhou, voltou a pedir ajuda ao Governo japonês. É a quarta vez desde 2001 que a companhia aérea recorre ao Executivo para conseguir sobreviver. As acções da empresa registaram hoje a maior queda de sempre, ao caírem mais de 17% na bolsa japonesa.

O presidente da Japan Airlines, Haruka Nishimatsu, pediu hoje ajuda financeira ao Governo japonês durante uma reunião com o ministro dos transportes, Seiji Maehara. Até agora, ainda não foi revelado qual o montante pedido pela companhia aérea.

No entanto, de acordo com um jornal do país, a companhia precisa de 300 mil milhões de ienes, cerca de 2,23 mil milhões de euros, para conseguir sobreviver.

A Japan Airlines é, actualmente, a companhia aérea asiática mais endividada. No primeiro trimestre do ano, a Japan Airlines registou um prejuízo de 99 mil milhões de ienes (734 milhões de euros), o mais elevado em, pelo menos, seis anos.

A empresa, privatizada em 1987, viu o seu número de passageiros cair em 25% no passado mês de Junho.

"Há um receio crescente de que a Japan Airlines não seja capaz de continuar a existir tal como existe actualmente. Os investidores aguardam o que o ministro dos transportes vai dizer", disse um analista à agência Bloomberg.

A Japan Airlines, que em Junho recebeu a terceira ajuda governamental desde 2001, pode entrar em colapso caso não diminua as suas operações e não reforme a sua estrutura de custos, afirmou o ministro dos transportes no passado dia 17 de Setembro.

Uns dias antes, a companhia aérea tinha anunciado que ia cortar até 6.800 postos de trabalho.

Ver comentários
Outras Notícias