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Jardim Gonçalves diz BCP «cumpre todos os rácios»; admite cenário de venda de activos

O BCP «cumpre todos os rácios», assegurou Jardim Gonçalves, sugerindo que neste momento o banco não precisa de reforçar os capitais próprios, admitindo «reduzir exposição de alguns investimentos».

Bárbara Leite 21 de Setembro de 2002 às 18:56
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O Banco Comercial Português (BCP) «cumpre todos os rácios», assegurou Jardim Gonçalves, presidente do banco, sugerindo que neste momento o banco não precisa de reforçar os capitais próprios, admitindo «reduzir exposição de alguns investimentos».

Em declarações à margem do Congresso Nacional promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), Jardim Gonçalves afirmou peremptoriamente que o «BCP cumpre todos os rácios».

Num estudo recente, a UBS Warburg adiantava que aquela instituição financeira teria que reunir um montante entre 850 milhões e 1,35 mil milhões de euros para colocar o rácio de risco sobre os activos entre os 7,5% e os 8,5%, a média do sector.

O responsável máximo do banco refere que este rácio de risco sobre os activos está a ser cumprido pela instituição.

Segundo revelou Jardim Gonçalves, o banco «sempre fez chamadas de capital em momentos próprios. E neste momento, cumpre os rácios», sugerindo que não haverá necessidade imediata de reforçar os capitais próprios.

Estes responsável lembrou que o «último aumento de capital foi realizado em Março de 2001», tendo o banco reunido um montante de «mil milhões de euros».

Num cenário de reforço de capitais visto que o sector segurador está a penalizar a estrutura das instituições financeiras a nível mundial, Jardim Gonçalves avança que o mesmo poderia realizar-se «através da redução da exposição de alguns investimentos» em activos considerados não estratégicos.

«É um cenário, mas (no âmbito) de actos de gestão que reforcem os capitais próprios, podemos aumentar (capital), podem ser alienados (activos)», acrescentou Jardim Gonçalves.

A venda da posição de 24,6% no capital da Eureko, as participações na Brisa e Cimpor são parte dos activos que o banco não considera estratégico para o desenvolvimento da sua actividade, ao contrário da posição que detém na ONI, operadora de telecomunicações do universo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP].

Segundo a UBS, no final do primeiro semestre, o rácio de risco sobre os activos do BCP situava-se nos 6%.

Numa recente nota interna a que o Negocios.pt teve acesso, o banco disse estar a estudar alternativas que «permitam reduzir a utilização de fundos próprios e dessa forma obviar a realização do aumento de capital».

No passado dia 19 de Setembro, as acções do BCP [BCP] atingiram a cotação mínima das últimas 52 semanas, com investidores a penalizarem a eventual necessidade de aumento de capital.

As acções do BCP encerraram nos 2,32 euros, a subir 1,31%.

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