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Jardim Gonçalves não vai mover processos contra os reguladores

O processo judicial que Jorge Jardim Gonçalves moveu contra Joe Berardo, que deu entrada no tribunal de Oeiras na semana passada, não será acompanhado de medidas contra os reguladores, disse à Lusa fonte oficial do banqueiro.

Negócios com Lusa 04 de Agosto de 2008 às 20:22
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O processo judicial que Jorge Jardim Gonçalves moveu contra Joe Berardo, que deu entrada no tribunal de Oeiras na semana passada, não será acompanhado de medidas contra os reguladores, disse à Lusa fonte oficial do banqueiro.

A mesma fonte acrescentou que, embora Jardim Gonçalves esteja disposto a recorrer aos tribunais para defender a sua honra, como fez no caso das declarações proferidas por Joe Berardo, o ex-presidente do BCP "não está a preparar um ataque contra os reguladores [Banco de Portugal e CMVM], devido às fugas de informação constantes".

Além disso, fonte oficial esclareceu que Jardim Gonçalves "não está a liderar um consenso entre os antigos administradores do BCP para atacar os reguladores", embora esteja "preocupado" e "indignado" face às "fugas de informação constantes" na investigação que está a ser realizada às alegadas irregularidades praticadas pelo banco, com a compra de acções através da utilização de sociedades 'off-shore'.

Quanto a Joe Berardo, o antigo presidente do BCP acusa-o de difamação, por este último o ter comparado ao ditador António de Oliveira Salazar e o ter apontado como autor de uma "aldrabice", em entrevista ao canal de televisão SIC Notícias.

"O processo judicial por difamação entrou no tribunal de Oeiras, localidade onde foram produzidas a maior parte das afirmações em causa [de Joe Berardo], na passada quinta-feira, o último dia antes das férias judiciais", afirmou o porta-voz.

De acordo com a mesma fonte, Jardim Gonçalves pretende "abdicar da indemnização de 500 mil euros que reclama de Joe Berardo", bastando uma "retractação pública" por parte do investidor.

"A exigência dos 500 mil euros deve-se apenas à necessidade de poder vir a ter de recorrer a instâncias superiores, uma vez que a lei portuguesa apenas o permite fazer quando estão em causa valores superiores a determinados montantes", acrescentou.

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