Comércio Jerónimo Martins vai tentar fazer salmão "made in Portugal"

Jerónimo Martins vai tentar fazer salmão "made in Portugal"

Uma parceria com uma empresa norueguesa poderá resultar na produção em aquacultura de salmão em Portugal. Mas para já é uma experiência, anunciou Pedro Soares dos Santos.
Jerónimo Martins vai tentar fazer salmão "made in Portugal"
Bruno Simão
Alexandra Machado 01 de março de 2018 às 14:28

No mar de Aveiro vai iniciar-se um teste de produção em aquacultura de salmão. "Talvez seja possível, vamos ver como o peixe se comporta", declarou Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins, na conferência de imprensa de apresentação de resultados.

"Se tivermos sorte na experiência", talvez dentro de dois anos possa haver salmão "made in Portugal", acrescentou o responsável máximo do grupo que já tem produção de dourada e robalo em aquacultura.

Na produção de dourada, o grupo espera este ano duplicar a capacidade de 500 para 1000 toneladas por ano. "Vamos ver o que conseguimos na Madeira", declarou o mesmo responsável.

Os robalos, que estão a ser produzidos em Sines, vão começar a ser vendidos, especificou o responsável da JM. 

Esta é uma das áreas na qual o grupo Jerónimo Martins está presente no sector agro-industrial. Tem também pecuária e lacticínios, estando também a instalar unidades de produção de massa fresca.

Quanto à pecuária, Soares dos Santos anunciou a compra de uma herdade com 1.100 hectares no Alentejo - Monte Trigo - na qual pretende produzir 30 mil litros de leite por dia e ter 10 mil animais/ano para a produção de carne Angus. No Cartaxo, na Herdade Nova, a produção pretende atingir as 8.000 cabeças de gado. 

Neste campo Pedro Soares dos Santos deixou o aviso: "os investimentos que tínhamos a fazer já fizemos, agora é desenvolver".

Na área agro-industrial, o grupo fez um investimento de 40 milhões de euros.

A outra área que o grupo tem no sector primário é nos lacticínios. A fábrica de leite em Portalegre vai abrir este ano, depois de um investimento de 40 milhões. Em Maio arrancará um período experimental, para em Setembro ou Outubro estar em plena capacidade de produção. Esta área, concretizou Soares dos Santos, "faz muita falta ao grupo, até porque todo o leite [vendido em Portugal] é completamente português".




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