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Jerónimo Martins mantém meta de 3.000 lojas na Polónia até final de 2015

A compra de 11 lojas da Marcpol na Polónia, autorizada no final da semana passada pela autoridade da concorrência do país, insere-se no plano de expansão da Biedronka que tem nas 3.000 unidades uma meta para 2015.

32.º - Pedro Soares dos Santos 
Aumento da influência dá acesso, pela primeira vez em quatro edições, à lista do Negócios.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 11:28
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A Jerónimo Martins mantém intacta a meta de alcançar as 3.000 lojas na Polónia até ao final de 2015, objectivo mencionado desde, pelo menos, 2010. É nesse plano de crescimento da rede da marca Biedronka que se inserem as compras de 11 lojas da Marcpol, autorizadas na sexta-feira passada.

 

"Esta operação enquadra-se no plano de expansão da Biedronka, em linha com o objectivo de atingir as três mil lojas até ao final de 2015", aponta fonte oficial da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos (na foto) em resposta ao Negócios, por e-mail.

 

No final de 2013, a marca Biedronka contava com 2.393 estabelecimentos, que geravam uma receita na ordem dos 7,7 mil milhões de euros. No comunicado relativo às contas do primeiro trimestre deste ano, a retalhista apontava que a expansão "continuará a ser uma prioridade estratégica de crescimento", explicando, nas perspectivas para 2014, que "o programa de investimento deverá ser de 600 a 700 milhões de euros, incluindo cerca de 300 novas lojas Biedronka". Até ao final de 2015, têm de ser abertas cerca de 600 unidades para cumprir o objectivo definido. Desde 2010 que se fala no objectivo de alcançar estas 3.000 lojas sob a insígnia Biedronka na Polónia.

 

É, também, por aquisições que a empresa, que detém em Portugal o Pingo Doce, pretende cumprir o objectivo, tendo em conta a autorização dada, na semana passada, pela Autoridade da Concorrência da Polónia (UOKiK). "A operação consiste na compra de 11 lojas da Marcpol, que operam em Varsóvia (5 pontos de venda), bem como em Marki, Laski, Wyszków, Radomsko, Lódz e Zabrze", indicou, igualmente, fonte oficial da Jerónimo Martins.

 

"A transacção não vai levar à restrição da concorrência", comentava, numa nota publicada no site, a autoridade da concorrência polaca UOKIK, dando aval à operação, cujo valor de investimento não foi divulgado. A Jerónimo Martins Polónia "não vai alcançar uma posição dominante e vai ter de concorrer com outros estabelecimentos".

 

Nos primeiros três meses do ano, a Biedronka obteve 1.953 milhões de euros em receitas, 67% do total. Contudo, penalizaram as contas do grupo, já que os resultados da Jerónimo reflectiram "um início de ano mais lento da Biedronka". Além da Polónia e Portugal, a cotada está presente também na Colômbia.

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