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Jerónimo Martins não prevê aumento de capital «no curto prazo» (act)

A Jerónimo Martins não prevê a realização de um aumento de capital «no curto prazo», apesar de manter o objectivo de reduzir a sua dívida para abaixo dos mil milhões de euros em 2002, disse Luis Palha, administrador da distribuidora.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 22 de Março de 2002 às 14:19
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A Jerónimo Martins não prevê a realização de um aumento de capital «no curto prazo», apesar de manter o objectivo de reduzir a sua dívida para abaixo dos mil milhões de euros em 2002, disse Luis Palha, administrador da distribuidora.

«Se me perguntar se vamos propor um aumento de capital na próxima assembleia geral, posso garantir que não», afirmou o administrador financeiro da segunda maior distribuidora nacional na conferência de imprensa destinada a divulgar os resultados de 2001.

Um aumento de capital tem sido uma possibilidade avançada pelos analistas para que a detentora da cadeia Pingo Doce consiga equilibrar o seu balanço, nomeadamente para atingir o objectivo de reduzir a sua dívida para um valor abaixo dos millhões de euros em 2002, caso não consiga alienar os activos não estratégicos e melhorar a eficiência operacional da empresa neste período.

Luís Palha reforçou o compromisso da Jerónimo Martins [JMAR] em equilibrar o seu balanço, acrescentando que «existem vários instrumentos para se reduzir a dívida», sendo o aumento de capital «o mais caro para os accionistas», sugerindo que uma operação destas apenas ocorreria em último caso.

O mesmo responsável destacou, como outras formas de equilibrar as contas, instrumentos como «o controlo das despesas de investimento, a redução do working capital e a venda de activos não estratégicos» antes de chegar a um ponto em que a empresa necessite de um aumento de capital.

«Temos que olhar para outros instrumentos» antes de avançar para essa possibilidade, esclareceu Palha.

A Jerónimo Martins reduziu a sua dívida em 18,4%, ou 300 milhões de euros, em 2001, para os 1,3 mil milhões de euros, «um objectivo que cumprido à risca, tal como nos propusémos», adicionou o presidente da empresa, Soares dos Santos.

As acções da Jerónimo Martins seguiam a valorizar 2,53% para os 8,50 euros.

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