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Jerónimo Martins pode alcançar «break even» em 2002 (act)

A JM tem uma «elevada probabilidade» de atingir ainda este ano o «break even», que está programado para 2003, apesar disso depender da política económica do novo Governo e da evolução da actividade no Brasil, disse Soares dos Santos.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 22 de Março de 2002 às 15:30
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A Jerónimo Martins (JM) tem uma «elevada probabilidade» de atingir ainda este ano o «break even», que está programado para 2003, apesar disso depender da política económica do novo Governo e da evolução da actividade no Brasil, disse Soares dos Santos.

«Há uma elevada probabilidade» de a empresa atingir o «break even», ou resultados positivos, ainda em 2002, afirmou aquele responsável na conferência de imprensa para apresentação de resultados de 2001. A ser alcançado, esse objectivo seria antecipado em um ano, de acordo com anteriores declarações da empresa.

A Jerónimo Martins [JMAR] tem vindo a acumular prejuízos desde 2000, depois de se ter endividado para se expandir para mercados como a Polónia, onde a empresa acumulou prejuízos devido a problemas de gestão de «stocks» e dificuldades de adaptação à cultura comercial daquele país do Leste europeu.

As operações no Brasil também têm tido um impacto financeiro negativo nas contas da distribuidora, devido à continuada desvalorização do real face ao euro, divisa em que a empresa consolida os seus números.

A empresa registou prejuízos líquidos de 86,51 milhões de euros em 2001, o correspondente a um agravamento de 35,24%, devido ao aumento das perdas financeiras, mas o «cash flow» operacional registou um crescimento de 27,5% para os 247,52 milhões de euros.

«Em condições normais, no fim deste ano, eu diria que estaremos em break even», afirmou Soares dos Santos, ressalvando, no entanto, que o mesmo dependerá da evolução da política económica do Governo que, ao estimular a economia através de medidas como a descida dos impostos, pode impulsionar o crescimento do consumo privado este ano.

O mesmo responsável esclareceu que a actividade no Brasil «é uma caixinha de surpresas» e, consoante o comportamento dos consumidores, pode ter um impacto positivo ou negativo na obtenção do «break even».

Na actual conjuntura, o Ministério das Finanças prevê um crescimento de 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002, enquanto o Banco de Portugal estima um «fraco crescimento do consumo privado» durante os primeiros meses deste ano, segundo os Indicadores de Conjuntura de Janeiro. Em 2001, este indicador cresceu 2,1%, contra 4,1% em 2000.

«Neste momento, não há nada que nos indique que venha a registar-se uma quebra das vendas em Portugal», acrescentou Soares dos Santos.

As acções da Jerónimo Martins subiam 4,95% para os 8,70 euros.

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